Embora não sejam as opções mais nutritivas à venda, essas espécies não precisam ser excluídas da alimentação
Os peixes são considerados alimentos muito saudáveis, porém o que pouca gente sabe é que nem toda espécie que cabe no bolso vale a pena colocar no prato. Em meio às opções mais baratas do supermercado, existem alguns tipos de peixe que até ajudam a economizar, mas deixam a desejar quando o assunto é nutrição, qualidade e até sabor.
Antes de fazer sua escolha apenas pelo preço, vale entender que certos peixes são considerados menos recomendados por especialistas justamente por oferecerem menos benefícios ao organismo. A seguir, veja quais são eles e por que merecem atenção na hora da compra.
Tilápia: popular, mas com menos benefícios
A tilápia é um dos peixes mais consumidos no Brasil, principalmente por ser acessível e fácil de encontrar. Apesar de ser uma opção segura, seu valor nutricional deixa a desejar: possui menor quantidade de gorduras boas (como o ômega-3) e entrega menos benefícios quando comparada a peixes, como sardinha e salmão.
Outro ponto de atenção é a produção em larga escala. Em alguns casos, a criação intensiva pode envolver uso de antibióticos e aditivos, o que gera questionamentos sobre a qualidade final do alimento. Também vale destacar que a carne da tilápia tem sabor muito suave, o que pode exigir mais temperos no preparo.
Mesmo com todos esses “poréns”, não significa que ela deve ser evitada completamente, já que a tilápia tem poucas calorias e é uma boa fonte de proteína magra. No entanto, pode não ser a melhor escolha para quem busca mais nutrientes no prato.
Panga: proteína baixa e origem controversa
O panga (ou pangasius) é outro peixe barato e bastante presente nos mercados brasileiros. Porém, ele costuma ficar atrás de outras espécies em vários aspectos, a começar pelo sabor neutro (considerado quase sem gosto por muita gente). Além disso, pode ter até cerca de 50% menos proteína que peixes como a merluza e apresenta níveis bem menores de gorduras saudáveis.
A origem do panga consumido no Brasil também merece atenção. Isso porque boa parte da carne vem do rio Mekong, no Vietnã, que é conhecido por altos níveis de poluição. Isso não significa que o consumo seja automaticamente perigoso, mas reforça a importância de ponderar seu consumo.
Cação: prático com ressalvas
O cação é muito comum nas peixarias, geralmente vendido em postas. É conhecido pela carne suculenta e praticidade por não ter espinhas pequenas, difíceis de tirar. Apesar disso, ele merece atenção por alguns motivos importantes.
Na prática, esse tipo de peixe pode apresentar níveis mais elevados de mercúrio, já que vem de espécies de tubarão. Por isso, o consumo frequente não é recomendado, especialmente para gestantes e crianças. Também tem um valor nutricional menor quando comparado a peixes mais ricos em ômega-3.
Precisa parar de comer esses peixes?
Vale reforçar que não é preciso excluir a tilápia, o panga ou o cação da alimentação. Consumidos ocasionalmente, eles não representam nenhum risco à saúde. O melhor é apostar na variedade e alternar essas espécies com peixes mais nutritivos. Algumas boas opções são sardinha, cavalinha e anchova, que têm mais ômega-3 e oferecem mais benefícios à saúde.
Veja mais:
Esses 5 legumes baratos podem ajudar a controlar a diabetes: veja como incluí-los na rotina