Adeus batata frita: polenta crocante com queijo e linguiça vai do petisco a acompanhamento do prato principal
Por  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Como petisco, funciona demais com um molho simples, tipo maionese temperada ou molho de pimenta suave

Em dia de preguiça, dá para servir com salada e pronto: vira um jantar completo (Crédito: Gemini)

A batata frita tem seu lugar garantido, mas tem dias em que dá vontade de trocar o óbvio por algo diferente. É aí que essa polenta frita recheada entra como uma solução perfeita: por fora, fica bem dourada e quebradiça; por dentro, a massa vem temperada.

É o tipo de receita que começa como petisco simples, mas que todo mundo pede mais. Quem fez, aprova! "Receita top, ótima como aperitivo com os amigos...", comentou o leitor que fez essa receita do TudGostoso  em casa!

Polenta frita perfeita para petisco

O que faz essa polenta funcionar tão bem é a combinação de textura e contraste. A base de fubá firma na geladeira, vira palito, vai para a fritura e ganha casquinha. A linguiça dá gordura e perfume, então a massa já sai saborosa sem depender de mil temperos.

É comida de boteco com lógica de receita de família: simples, direta e com resultado de impacto. Vem aprender a fazer o passo a passo! 

Ingredientes

Para a base da polenta

  • 2 copos (americanos) de farinha de fubá
  • 650 ml de água (300 ml + 350 ml)
  • 1 colher (sopa) de alho granulado
  • 50 g de manteiga
  • Sal a gosto
  • Pimenta-do-reino a gosto

Para o recheio e finalização

  • Linguiça calabresa sem pele (picada/processada)
  • 120 g de queijo muçarela
  • Farinha de fubá para empanar
  • Óleo para fritar

Modo de preparo

  1. Retire a pele da linguiça, corte em pedaços grandes, frite em frigideira até dourar bem, escorra o excesso de gordura e triture no processador até ficar bem picadinha
  2. Coloque o fubá numa tigela, misture com 300 ml de água até virar uma pasta lisa, adicione o alho granulado e mexa até homogeneizar
  3. Derreta a manteiga em uma panela, despeje a mistura de fubá e mexa sem parar, adicione os 350 ml de água aos poucos para ajustar o ponto e mantenha o fogo médio, sempre mexendo, até a massa engrossar e começar a soltar do fundo
  4. Incorpore a linguiça processada, tempere com sal e pimenta-do-reino e mexa até a massa ficar bem uniforme e firme, com textura de polenta bem espessa
  5. Espalhe metade da polenta ainda quente em um refratário, alise com espátula, distribua a muçarela em tiras grossas com pequenos espaços entre elas, cubra com o restante da polenta e alise novamente para selar
  6. Marque os cortes com faca para formar palitos ou retângulos, cubra com plástico-filme, leve à geladeira por 30 minutos para firmar e desenforme com cuidado separando os pedaços
  7. Passe os palitos na farinha de fubá para empanar, frite em óleo quente até dourar bem, escorra em papel-toalha e sirva ainda quente para o queijo ficar derretido por dentro 

A diferença entre um palito perfeito e um que se desfaz na fritura está no ponto da massa. A polenta precisa engrossar de verdade na panela, ficar pesada e soltar do fundo com facilidade quando mexe. Se ela fica muito mole, mesmo gelando, vai quebrar na hora de fritar e pode estourar.

Por isso, a água entra em duas etapas: primeiro para dissolver o fubá sem empelotar, depois para ajustar a textura enquanto cozinha. O objetivo é chegar numa massa firme o bastante para ser espalhada e marcada com faca.

Também ajuda respeitar o descanso na geladeira. Trinta minutos parece pouco, mas é o mínimo para a estrutura firmar e permitir cortes mais limpos. Quanto mais firme ela estiver, mais fácil é empanar e fritar sem drama. 

Como evitar que o queijo vaze e bagunce a fritura

O recheio de muçarela precisa estar bem “enterrado” entre as camadas. Quando a segunda parte da polenta entra por cima, é importante alisar e pressionar levemente para selar as bordas, principalmente nas laterais do refratário.

Se o queijo encosta na borda e fica exposto, ele tende a derreter e escapar no óleo. O corte também influencia: palitos muito finos aumentam a chance de o queijo ficar perto demais da superfície. Fazer retângulos mais robustos costuma ser mais seguro.

Na hora de separar os pedaços, vale ir com calma e usar uma espátula firme, levantando por baixo. Se algum palito abrir uma fresta e deixar o queijo aparente, é melhor “remendar” com um pouco de fubá na hora de empanar, pressionando para fechar. Isso já cria uma camada extra de proteção.

Petisco, acompanhamento e até “jantar pronto”

Como petisco, funciona demais com um molho simples, tipo maionese temperada ou molho de pimenta suave. Como acompanhamento, combina com carnes grelhadas, frango assado e até um arroz e feijão bem feitos, porque a polenta entra como o “croquete” do prato.

Se sobrar, dá para guardar na geladeira já frita, mas a crocância cai. O ideal é manter os palitos firmes, ainda sem fritar, e fritar só na hora. Eles ficam até 24 horas na geladeira bem cobertos, e isso é perfeito para preparar antes e finalizar quando os convidados chegam.

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