Anvisa proíbe duas marcas de suplementos alimentares no Brasil e determina que os produtos não sejam mais vendidos ou utilizados
Amanda LopesPor  Amanda Lopes  | Redatora

Fascinada por MasterChef, culinária nordestina, pratos empanados, receitas rápidas e drinks diferentes, Amanda não abre mão de um bom cafezinho acompanhado de água com gás após o almoço, mesmo nos dias quentes.

A Anvisa proibiu a fabricação, venda e uso de suplementos alimentares após identificar irregularidades.

Anvisa proíbe duas marcas de suplementos alimentares no Brasil e determina que os produtos não sejam mais vendidos ou utilizados

Os produtos foram recolhidos durante ações de fiscalização. (Créditos: Canva)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, comercialização e uso de suplementos alimentares das marcas SharkPro e Newfit. As medidas foram adotadas após a identificação de irregularidades relacionadas ao controle de qualidade, rotulagem e, no caso da Newfit, indícios de adulteração dos produtos.

As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União na segunda-feira (17). Segundo a agência, os produtos da Newfit foram apreendidos durante a fiscalização, enquanto os suplementos da SharkPro foram recolhidos. As medidas permanecem válidas até nova determinação do órgão.

Fiscalização encontrou falhas em produtos

A situação envolvendo a SharkPro foi identificada durante uma inspeção sanitária realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Capivari, no interior de São Paulo.

Entre os problemas encontrados estavam falhas relacionadas ao controle de qualidade e ao armazenamento de matérias-primas, além da ausência de registros de manutenção preventiva dos equipamentos e de estudos de estabilidade dos suplementos.

Também foram observadas irregularidades nas informações presentes nas embalagens. No produto 100% Whey Protein sabor paçoca, por exemplo, não havia a declaração obrigatória de alergênicos. Já na versão sabor leite, a embalagem não apresentava o aviso relacionado à possibilidade de contaminação cruzada.

Diante das irregularidades, a Anvisa determinou o recolhimento dos suplementos da SharkPro até uma nova decisão.

Produtos apreendidos por suspeita de adulteração

No caso da Newfit, pertencente à empresa RBB Top New, a fiscalização identificou uma situação diferente: havia indícios de adulteração na composição dos produtos.

De acordo com um relatório de identificação de substâncias e risco regulatório elaborado pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foram encontradas substâncias que não estavam declaradas no rótulo.

Entre elas estavam sibutramina, fluoxetina e furosemida. Ao mesmo tempo, alguns ingredientes mencionados na embalagem não foram identificados na composição analisada. A lista incluía Chlorella, Spirulina, extrato de cúrcuma, psyllium e cromo.

Por causa dessas inconsistências, todos os lotes do suplemento alimentar da Newfit foram apreendidos e a fabricação e a comercialização permanecem proibidas até uma nova determinação da Anvisa.

Entenda o que foi encontrado e o que os consumidores devem fazer. (Créditos: Canva)

Entenda o que foi encontrado e o que os consumidores devem fazer. (Créditos: Canva)

O que os consumidores devem fazer?

Diante da determinação sanitária, consumidores que tenham os produtos das marcas envolvidas em casa não devem utilizá-los. A orientação é verificar os suplementos armazenados e evitar a compra dos produtos enquanto as medidas estiverem em vigor.

Em relação à SharkPro, a empresa afirmou à CNN Brasil que as irregularidades identificadas durante a inspeção estariam relacionadas ao crescimento da empresa e à necessidade de adequações estruturais e sanitárias. Segundo o posicionamento divulgado, as mudanças necessárias já estariam sendo realizadas conforme as orientações das autoridades competentes.

A Anvisa mantém a proibição até que sejam tomadas novas decisões sobre a situação dos produtos. Para consumidores, o episódio reforça a importância de verificar a procedência dos suplementos e conferir se as informações da embalagem correspondem ao produto comercializado.

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