Entenda por que o consumo de camarão deve ser evitado (Créditos: Shutterstock)
Se você ama risoto, bobó ou camarão frito, é bom ficar atento: desde o fim de fevereiro está valendo o período de defeso do camarão, que segue até 30 de abril. Nesse tempo, a pesca de várias espécies fica proibida para proteger a reprodução do animal e evitar a escassez no futuro. A regra vale para o Litoral Norte de São Paulo e também para outras regiões do Sudeste e do Sul.
O que é o defeso do camarão?
O defeso é uma pausa obrigatória na pesca. Ele acontece justamente na época em que os camarões estão se reproduzindo. Sem essa proteção, os estoques naturais diminuem, o preço sobe e quem mais sofre são os pescadores e o consumidor. Por isso, durante esse período, capturar camarão é proibido, com poucas exceções.
Quais espécies de camarão estão proibidas?
Durante o defeso, não pode pescar:
- Camarão-rosa
- Camarão sete-barbas
- Camarão-branco
- Camarão santana (ou vermelho)
- Camarão barba-ruça
Essas espécies precisam desse tempo para completar o ciclo de reprodução e garantir que não faltem nos próximos meses.
Ainda pode vender camarão no mercado?
Pode, mas só em um caso específico: camarões pescados antes do início do defeso, desde que tenham sido desembarcados até 30 de janeiro e estejam devidamente comprovados. Quem descumpre a regra pode sofrer multas, ter embarcações apreendidas e outros prejuízos.
Para fazer a sua parte, você pode verificar todas essas informações nos rótulos das embalagens de camarão que são vendidos nos mercados e em peixarias de sua confiança.
Existe alguma exceção?
Sim. A legislação permite, de forma excepcional, a pesca do camarão-branco (Penaeus subtilis), desde que não seja usado arrasto com motor e todas as normas ambientais sejam respeitadas.
Por que respeitar o defeso é tão importante?
Segundo autoridades da área de pesca, respeitar o defeso garante a preservação do meio ambiente, fortalece a pesca artesanal e ajuda a manter o camarão no prato do brasileiro no futuro.
Agora, até o fim de abril, vale apostar em outros peixes e frutos do mar, como mexilhões, lula e polvo!
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