Se você ainda usa esse tipo de colher para fazer comida em casa, está prejudicando a sua saúde sem saber: as dicas de um neurocientista para escolher utensílios mais seguros na cozinha
Por  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Independentemente do material, o utensílio deve ser descartado quando apresentar rachaduras 

Guardar as peças ainda molhadas também favorece mau cheiro e deterioração (Crédito: Shutterstock)

Na cozinha, colheres e espátulas entram em contato com calor, gordura, molhos ácidos e diferentes alimentos praticamente todos os dias. Mesmo assim, muita gente continua usando peças riscadas, rachadas, derretidas ou inadequadas para o tipo de panela, sem perceber que o problema vai além da aparência.

Em um vídeo publicado no Instagram, o neurocientista Julio Cesar Luchmann, fez um alerta direto: "Nunca use essas espátulas de madeira comum, nem de metal, nem de plástico para fazer a sua comida". Ele recomenda utensílios de outro material como alternativa para cozinhar, principalmente em panelas revestidas... 

O metal pode danificar panelas revestidas

Colheres e espátulas metálicas são resistentes, fáceis de lavar e muito úteis em panelas de aço inoxidável ou ferro sem revestimento delicado. O problema aparece quando são usadas em panelas antiaderentes, pois as bordas duras podem riscar e desgastar a superfície.

No vídeo, Luchmann explica que "o metal risca" e pode deixar partículas na comida. O risco mais evidente é a deterioração da panela: quanto mais o utensílio raspa o fundo, maior é a possibilidade de o revestimento perder sua integridade e começar a descascar.

Por isso, recomendações oficiais para o uso seguro de panelas revestidas incluem evitar utensílios metálicos e preferir materiais que não danifiquem a superfície. Quando o fundo já apresenta descascamento, riscos profundos ou áreas expostas, o mais prudente é substituir a panela.

Colher de madeira não precisa ser banida da cozinha

A colher de madeira é porosa e pode reter umidade, odores e resíduos quando não é lavada e seca corretamente. Rachaduras e lascas também criam espaços difíceis de higienizar, favorecendo o acúmulo de sujeira. 

Isso não significa que uma colher de madeira íntegra represente, por si só, um perigo. O problema está principalmente nas peças antigas, profundamente rachadas, escurecidas ou com cheiro que permanece mesmo depois da lavagem.

Superfícies que entram em contato com alimentos precisam ser duráveis, estarem em bom estado e permitirem uma limpeza eficiente. A colher de pau deve ser lavada logo após o uso, sem permanecer mergulhada na pia. Depois, precisa secar completamente em local ventilado antes de voltar para a gaveta.

A melhor escolha: colher de bambu! 

Segundo Luchmann, uma espátula de bambu maciço pode ser uma boa opção porque é leve, não risca superfícies antiaderentes e costuma absorver menos umidade do que algumas madeiras muito porosas. Entretanto, precisa dos mesmos cuidados de limpeza e conservação. Ele também pode rachar, soltar fibras, desenvolver manchas ou permanecer úmido quando é guardado logo depois da lavagem.

Também é importante verificar a composição do produto. Utensílios de bambu maciço são diferentes daqueles fabricados com fibras vegetais misturadas a resinas e plásticos. Todo material destinado ao contato com alimentos deve ser próprio para esse uso e não pode liberar substâncias em condições normais de utilização.

Como escolher o utensílio para cada panela

Em vez de adotar um único material para toda a cozinha, o mais seguro é combinar cada utensílio com a superfície da panela e com a temperatura do preparo:

  • Panelas antiaderentes: use bambu, madeira bem conservada, silicone culinário ou nylon resistente ao calor
  • Panelas de aço inoxidável: aceitam metal, silicone, bambu e madeira
  • Panelas de ferro fundido: podem receber utensílios metálicos, desde que não tenham revestimento delicado
  • Preparações em fogo alto: escolha peças com limite de temperatura indicado pelo fabricante
  • Molhos e alimentos muito quentes: evite plástico sem identificação de uso culinário

Mesmo os materiais adequados precisam estar íntegros. Uma espátula de silicone rasgada ou uma colher de bambu rachada pode ser mais problemática do que um utensílio de outro material em perfeito estado.

O plástico merece atenção especial

As colheres plásticas próprias para cozinha podem ser utilizadas dentro do limite de temperatura informado pelo fabricante. O erro é deixar a peça encostada durante muito tempo na borda quente da panela ou continuar usando quando ela começa a amolecer.

Pontas deformadas, áreas derretidas, textura pegajosa e mudança de cheiro mostram que o utensílio já não está em boas condições. Nesses casos, não adianta cortar apenas a parte danificada: a substituição completa é a escolha mais segura.

O estado da colher importa mais do que a aparência

Independentemente do material, o utensílio deve ser descartado quando apresentar rachaduras profundas, lascas, partes derretidas, mofo, cheiro persistente ou resíduos que não saem na lavagem. Guardar as peças ainda molhadas também favorece mau cheiro e deterioração.

O bambu pode ser uma ótima escolha para cozinhar sem riscar as panelas, mas não funciona como uma proteção automática contra bactérias. Madeira, silicone, metal e plástico culinário também podem ser usados com segurança quando são adequados para a panela, resistentes à temperatura e mantidos em bom estado.

Colher de silicone ou de pau? Saiba qual é a melhor opção do acessório para sua cozinha 

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