Especialistas em longevidade concordam: "A pipoca contém fibras e polifenóis, sendo o melhor lanche para aumentar a expectativa de vida."
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Por  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Longe do balde encharcado de manteiga do cinema, o petisco feito em casa ganhou defensores de peso no mundo da saúde

Preparada do jeito certo, a pipoca pode ser um lanche nutritivo e aliado da longevidade. (Foto: Shutterstock)

Companheira de filmes e maratonas de séries, a pipoca quase sempre entra na lista das besteiras. Só que especialistas em longevidade pensam bem diferente e resumem a questão assim: "a pipoca contém fibras e polifenóis, sendo o melhor lanche para aumentar a expectativa de vida". Continue lendo e entenda por que o grão merece uma segunda chance.

Por que a pipoca ganhou fama de vilã

A má reputação tem explicação. Muita gente associa o petisco às versões industrializadas, cheias de aromatizantes, e ao costume de cobrir o saco com manteiga artificial na fila do cinema.

O médico americano William Li, formado em Harvard, é um dos que criticam esse hábito. Segundo ele, a tal manteiga é tão prejudicial que trabalhadores das fábricas onde ela é produzida acabaram internados com doenças pulmonares. A saída, na visão do especialista, é preparar a pipoca em casa ou levar a própria versão para a sessão.

"Ela te deixa saciado e evita que você coma demais no dia seguinte", afirmou William Li em vídeo publicado no Instagram.

Fibras e polifenóis colocam o grão integral entre os petiscos mais indicados por especialistas. (Foto: Shutterstock)

O que o grão oferece ao organismo

Por trás da crocância existe um alimento mais nutritivo do que parece. Li lembra que a pipoca é um grão integral e, por isso, carrega fibras e polifenóis.

Esses dois componentes servem de alimento para a microbiota, o conjunto de bactérias que vive no intestino. Bem nutridas, essas bactérias produzem substâncias anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a inflamação no corpo. As fibras ainda colaboram com a digestão e prolongam a saciedade, o que facilita o controle do apetite ao longo do dia.

Mais polifenóis do que muitos vegetais

William Li não está sozinho nessa defesa. O jornalista e pesquisador Dan Buettner, conhecido pelo movimento Zonas Azuis, também recomenda o petisco e destaca a versão estourada no ar quente.

De acordo com ele, essa pipoca reúne fibras, carboidratos complexos e uma quantidade de polifenóis maior do que a de muitos vegetais, detalhe que pouca gente conhece. Some a isso o preço acessível, o preparo simples e o sabor que agrada quase todo mundo.

"O melhor lanche para a longevidade pode já estar na sua despensa", disse Dan Buettner em vídeo publicado no Instagram.

O preparo faz toda a diferença

Nenhum desses benefícios resiste a uma panela cheia de óleo. Quando o milho é frito, coberto com manteiga, carregado de temperos e sal ou transformado em pipoca doce, com óleo e açúcar, o lanche vira uma bomba de gordura e calorias.

O caminho mais saudável é estourar o grão no ar quente ou fazer a pipoca sem óleo, dispensar a manteiga e usar, no máximo, uma pitada de sal.

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