Gestos de paciência transformam a rotina de quem está aprendendo (Foto: Au fournil d'Isbergues no Facebook)
Uma pequena padaria francesa saiu em defesa de sua jovem aprendiz depois de receber críticas de clientes. Em uma publicação nas redes sociais, o estabelecimento pediu mais compreensão no balcão, onde o pão de cada dia, como o nosso pão francês, passa de mão em mão. "Todos merecem uma chance", resumiu a equipe. Continue lendo e entenda o caso.
O que aconteceu
A padaria Au Fournil d'Isbergues fica em Isbergues, uma pequena cidade do departamento de Pas-de-Calais, no norte da França. Segundo o post, alguns clientes reclamaram de atrasos na hora de receber o troco e de mal-entendidos no atendimento.
A aprendiz, de 16 anos, tem uma deficiência reconhecida oficialmente pela MDPH, órgão francês que atende pessoas com deficiência. Diante das críticas, a padaria decidiu se manifestar publicamente.
O recado da padaria
Na publicação feita no Facebook, a equipe lamentou a pressa em julgar.
"Infelizmente, vivemos em um mundo onde as pessoas às vezes são muito rápidas em criticar sem realmente conhecer os indivíduos afetados", escreveu a padaria no Facebook.
O estabelecimento pediu aos clientes que, se necessário, repitam o pedido com calma. Segundo o comunicado, um pequeno gesto de compreensão faz diferença na rotina da jovem, que ainda está aprendendo. A padaria também destacou que a qualificação profissional se constrói passo a passo e lembrou que "ninguém nasce profissional". Os erros não devem ser ignorados, mas as dificuldades não podem fechar as portas para o futuro de uma jovem.
A reação nas redes
A resposta do público foi amplamente positiva. A publicação reuniu milhares de reações e comentários de apoio. Um internauta classificou a iniciativa como uma "mensagem educativa", que mostra as realidades invisíveis por trás do balcão.
Uma questão que também existe no Brasil
Na França, desde 1987, empresas com mais de 20 funcionários são obrigadas a reservar pelo menos 6% das vagas para pessoas com deficiência. Ainda assim, apenas 31% das empresas cumpriram a cota em 2023, segundo a consultoria Connexion Emploi, com base em dados do Ministério do Trabalho francês.
No Brasil, a regra está na Lei 8.213/1991, conhecida como Lei de Cotas. O artigo 93 determina que empresas com 100 ou mais empregados reservem de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência ou reabilitadas, conforme o tamanho do quadro de funcionários.
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