A combinação mais segura é comprar produtos devidamente identificados e conferir o rótulo (Crédito: Shutterstock)
Escolher um pote de mel parece uma tarefa fácil até chegar diante da prateleira. Há produtos claros, escuros, líquidos, cristalizados e com preços muito diferentes, e nenhuma dessas características, sozinha, revela se o conteúdo é realmente mel puro.
Por isso, antes de recorrer a testes caseiros que circulam nas redes sociais, o método mais útil começa ainda na loja: virar a embalagem e ler atentamente o rótulo!
O primeiro teste deve ser feito no próprio supermercado
Antes de colocar o produto no carrinho, observe a denominação de venda e a lista de ingredientes. Termos como "alimento à base de mel", "xarope com mel" ou descrições semelhantes indicam produtos diferentes do mel puro, mesmo que a embalagem tenha aparência parecida.
Também vale conferir fabricante, origem, lote, validade e informações obrigatórias do rótulo. Desconfie principalmente de embalagens sem identificação adequada ou produtos vendidos como mel puro por valores muito abaixo daqueles normalmente encontrados no mercado.
Na prática, estes são os pontos mais importantes para observar:
- Lista de ingredientes contendo apenas mel quando o produto é vendido como mel puro
- Identificação clara do fabricante ou produtor
- Número do lote e prazo de validade
- Embalagem íntegra e corretamente fechada
- Informações de inspeção e regularização exigidas para o produto
- Ausência de xaropes, açúcar, amido ou outros ingredientes em um mel anunciado como puro
Depois dessa primeira análise, ainda é importante lembrar que o rótulo também depende da veracidade das informações fornecidas pelo fabricante. Em caso de fraude deliberada, somente uma fiscalização e testes específicos conseguem confirmar a composição com segurança.
Mel cristalizado não significa mel falsificado
Existe uma crença bastante comum de que mel verdadeiro precisa permanecer sempre transparente e líquido. Na realidade, a cristalização é um fenômeno natural e pode acontecer com diferentes tipos de mel.
A velocidade depende principalmente da composição de açúcares, da quantidade de água e da temperatura de armazenamento. Alguns méis cristalizam rapidamente, enquanto outros conseguem permanecer líquidos durante bastante tempo.
Portanto, encontrar pequenos cristais ou até um pote parcialmente solidificado não é evidência de adulteração. Pelo contrário, pode ocorrer perfeitamente em um mel legítimo.
Cor também não é um critério confiável. Existem méis naturalmente muito claros e outros quase castanhos, dependendo da origem floral.
"Testes infalíveis" merecem desconfiança
Queimar mel, colocá-lo sobre papel, observar se atrai formigas ou verificar se escorre de uma colher são exemplos de métodos frequentemente apresentados como provas definitivas de autenticidade. Porém, nenhum deles é suficientemente confiável para isso.
Umidade, temperatura, variedade do mel e condições de armazenamento alteram sua viscosidade e seu comportamento, o que pode produzir resultados completamente diferentes mesmo entre méis legítimos.
Também não vale provar um produto desconhecido esperando identificar uma fraude apenas pelo sabor. Açúcar e xaropes podem ser misturados de maneira que a percepção sensorial não consiga detectar facilmente a adulteração.
Procedência continua sendo a melhor proteção
Para o consumidor, a combinação mais segura é comprar produtos devidamente identificados, conferir o rótulo e dar preferência a marcas, cooperativas ou apicultores com procedência conhecida.
Feiras de produtores podem ser boas alternativas, desde que o produto também esteja dentro das exigências sanitárias e de comercialização. Conhecer a origem é mais útil do que confiar em truques que prometem descobrir a autenticidade em segundos.
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