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Aos 59 anos, ela foi demitida e decidiu inovar aceitando um trabalho na Antártida; passou a acordar às 6h30, encontrou uma rotina na neve e criou uma forte relação com a comunidade local
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Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Após perder o emprego no Vale do Silício, ela decidiu mudar completamente sua rotina

Aos 59 anos, ela foi demitida e decidiu inovar aceitando um trabalho na Antártida; passou a acordar às 6h30, encontrou uma rotina na neve e criou uma forte relação com a comunidade local

Veja como é a rotina de May Lee vivendo e trabalhando no Polo Sul (Créditos: Reprodução / May Lee)

Imagine deixar a rotina no escritório e ir trabalhar na Antártida? Essa é a história de May Lee, uma mulher que, após ser demitida aos 59 anos, decidiu aceitar uma vaga de emprego no Polo Sul.

Ex-gerente de marketing e comunicação da HP, no famoso Vale do Silício, Lee passou a trabalhar em uma das principais bases científicas da Antártida, onde encontrou um novo estilo de vida. 

Como é o trabalho e a rotina de May Lee na Antártida?

Após ser demitida da HP, onde trabalhou por mais de 30 anos, May Lee aceitou uma vaga temporária na Estação McMurdo, na Antártida, para atuar como técnica de suprimentos em 2025. Em entrevista ao Business Insider, ela contou que a rotina no local é marcada por horários rígidos e que seu dia começa às 6h30.

Segundo Lee, a rotina é bem diferente da que tinha no Vale do Silício. “Estou tão acostumada às regras e práticas do Vale do Silício, onde o dia é muito livre. Aqui, a rotina é muito rígida, sem nenhuma flexibilidade”, disse. Apesar dos horários definidos, ela destaca uma vantagem curiosa de trabalhar na Antártida: não existe trânsito. Como a maior parte dos deslocamentos acontece dentro da estação, é comum fazer tudo a pé.

May Lee fez amizades e desenvolveu uma forte relação com a comunidade (Créditos: Reprodução / May Lee)

May Lee fez amizades e desenvolveu uma forte relação com a comunidade (Créditos: Reprodução / May Lee)

No trabalho, Lee é responsável por gerenciar o estoque do armazém e atender aos pedidos de outros funcionários. Entre as tarefas estão receber as coletas, transportar os materiais com uma empilhadeira e registrar as informações em um banco de dados para conferir se os dados correspondem aos registros.

Depois de terminar o turno, às 17h30, Lee costuma jantar e aproveitar o tempo livre com os outros trabalhadores. Como o acesso à internet é limitado, o refeitório acaba se tornando um dos principais pontos de encontro, onde eles conversam sobre o dia e participam de diferentes atividades todas as noites, que vão de trabalhos manuais a dança.

Para ocupar o tempo livre, Lee também se voluntariava na biblioteca e apresentava seu próprio programa de rádio. Assim, mesmo vivendo em um dos lugares mais isolados do planeta, ela encontrou diferentes maneiras de se manter ativa e interagir com as pessoas durante a temporada na Antártida.

Como é a alimentação na Antártida?

O almoço no refeitório da Estação McMurdo começa às 11h30 e, segundo Lee, o espaço lembra bastante um refeitório de universidade. O cardápio inclui opções como pizza preparada na hora, hambúrgueres e um buffet com diferentes pratos.

Nos primeiros meses da temporada, enquanto os aviões ainda fazem os voos de abastecimento, há uma oferta maior de alimentos frescos. Para conservá-los por mais tempo, os trabalhadores chegam a guardar bananas e outros produtos em suas próprias geladeiras.

Conforme a temporada avança e as temperaturas aumentam, alguns alimentos passam a ter maior restrição. Ainda assim, Lee afirma que a variedade de opções continua praticamente a mesma. Depois da experiência, ela pretende retornar à estação, mas desta vez para trabalhar como engenheira de transmissão.

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