Salmão congelado não significa "menos nutritivo": saiba o que muda e o que não muda após o congelamento
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Por  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Uma crença comum no supermercado pode estar levando você a pagar mais caro sem necessidade

Entender o processo de congelamento evita decisões erradas na hora de comprar peixe. (Foto: Shutterstock)

Na hora de escolher o salmão, muita gente parte do princípio de que o peixe fresco é sempre superior ao peixe congelado, como se o congelamento tirasse boa parte do valor nutricional do alimento. Mas a explicação é mais simples do que parece, e vale entender o que realmente acontece com o peixe depois de congelado.

O congelamento tira os nutrientes do salmão?

Não é bem assim. Proteínas, gorduras e minerais continuam presentes no salmão mesmo depois de congelado, já que as baixas temperaturas apenas desaceleram o processo de deterioração do alimento. Algumas vitaminas mais sensíveis podem sofrer pequenas alterações conforme o tempo de armazenamento, mas isso está longe de significar que o peixe "perde o valor". Aliás, o método de preparo, como fritar em imersão ou usar molhos cheios de açúcar e sódio, costuma pesar mais no valor nutricional da refeição do que o próprio congelamento.

O que realmente muda é a textura

A diferença mais perceptível não está nos nutrientes, e sim na textura. Durante o congelamento, a água dentro das células se transforma em cristais de gelo, e quanto mais lento for esse processo, maiores tendem a ser os cristais, o que pode afetar a estrutura da carne. É por isso que o congelamento rápido costuma preservar melhor a qualidade do peixe, deixando a carne menos suculenta e mais macia apenas quando o processo não é bem controlado.

 

Qualidade tem mais a ver com armazenamento correto do que com o rótulo do produto. (Foto: Shutterstock)

Fresco ou congelado: o que considerar antes de comprar?

Não existe uma resposta única. O salmão fresco já está pronto para o preparo e tem a textura que a maioria das pessoas conhece, enquanto o congelado se destaca pela validade mais longa e facilita o planejamento das refeições, especialmente para quem cozinha sozinho ou quer reduzir o desperdício. Antes de levar para casa, vale conferir se a embalagem está intacta, sem sinais de descongelamento anterior, e ler o rótulo com atenção, observando origem, validade e, em produtos temperados, a quantidade de sódio e açúcar.

Como descongelar sem perder qualidade

O ideal é transferir o salmão do freezer para a geladeira e deixar descongelar aos poucos, evitando temperatura ambiente ou micro-ondas. Depois de descongelado, o peixe não deve voltar para o congelador, então vale dividir pacotes grandes em porções individuais logo no início. Para quem pretende consumir o salmão cru, vale reforçar que nem todo peixe congelado é indicado para isso, já que esse tipo de consumo exige controles de segurança específicos.

No fim das contas, o que determina a qualidade do salmão não é apenas o rótulo "fresco" ou "congelado", mas sim como o peixe foi armazenado e preparado até chegar ao prato.

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