Rodrigo Arteaga, médico: "Comer sardinhas é a melhor coisa que você pode fazer pelo seu cérebro"
Por  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Ricas em ômega-3 e acessíveis, as sardinhas ganham destaque na alimentação como aliadas da memória, concentração e saúde mental no dia a dia

Sardinhas são ricas em ômega-3 e ajudam no funcionamento do cérebro. (Foto: Shutterstock)

A relação entre alimentação e funcionamento do cérebro vem ganhando cada vez mais atenção. Hoje, já se sabe que o que você consome diariamente pode impactar diretamente sua memória, foco e até sua disposição mental.

Nesse cenário, o médico Rodrigo Arteaga chama atenção para um alimento simples, barato e muitas vezes subestimado: a sardinha. Segundo ele, incluir esse peixe na rotina pode trazer benefícios reais para o desempenho cerebral ao longo do tempo.

Sardinha faz bem para o cérebro e melhora a memória

De acordo com Rodrigo Arteaga, consumir sardinha duas a três vezes por semana é uma das atitudes mais eficazes para cuidar da saúde do cérebro. Isso acontece principalmente por causa da presença do DHA, um tipo de ômega-3 essencial para o funcionamento dos neurônios.

Esse nutriente participa diretamente da estrutura das células cerebrais e facilita a comunicação entre elas. Como resultado, funções como memória, aprendizado e concentração tendem a funcionar melhor.

Além disso, o consumo frequente pode ajudar a reduzir aquela sensação de cansaço mental, dificuldade de foco e lapsos de memória que muitas pessoas relatam no dia a dia.

Por que o ômega-3 é tão importante para o cérebro

O cérebro é um dos órgãos que mais consome energia no corpo humano. Para funcionar corretamente, ele depende de um fornecimento constante de nutrientes específicos.

O DHA, presente em grande quantidade nas sardinhas, atua diretamente na saúde neuronal.

  • Melhora a comunicação entre os neurônios
  • Contribui para memória e aprendizado
  • Ajuda a manter a função cognitiva ao longo do tempo

Por isso, a falta desse tipo de gordura boa pode impactar negativamente o desempenho mental, especialmente com o passar dos anos.

Sardinha enlatada também funciona

Um ponto importante destacado pelo médico é que não é necessário investir em alimentos caros para obter esses benefícios.

Embora o salmão seja frequentemente lembrado quando se fala em ômega-3, a sardinha, inclusive a versão enlatada, é uma alternativa acessível e igualmente eficiente.

Isso torna mais fácil incluir o alimento na rotina, sem pesar no orçamento.

Outros alimentos que ajudam o cérebro a funcionar melhor

Além da sardinha, Rodrigo Arteaga também destaca outros alimentos simples que podem contribuir para a saúde mental quando consumidos com frequência.

  • Ovos, ricos em colina, importante para memória e atenção
  • Leguminosas, que fornecem energia constante ao cérebro
  • Banana, fonte de potássio que auxilia na comunicação entre neurônios
  • Frutas vermelhas, com antioxidantes que protegem a memória
  • Azeite de oliva extravirgem, que ajuda a combater inflamações

Esses alimentos têm em comum o fato de serem fáceis de encontrar e simples de incluir na alimentação diária.

O que evitar para proteger a saúde do cérebro

Assim como alguns alimentos ajudam, outros podem prejudicar o funcionamento cerebral quando consumidos em excesso.

Dietas ricas em açúcar e ultraprocessados contribuem para inflamações no organismo, o que pode afetar diretamente o desempenho mental ao longo do tempo.

Por isso, reduzir esse tipo de consumo é uma estratégia importante para quem busca mais foco, memória e disposição.

Pequenas mudanças que fazem diferença no dia a dia

A principal mensagem reforçada por Rodrigo Arteaga é a consistência. Não se trata de mudanças radicais, mas sim de hábitos simples mantidos ao longo do tempo.

Incluir sardinha algumas vezes por semana, priorizar alimentos naturais e reduzir ultraprocessados são decisões acessíveis que podem gerar impacto real na saúde cerebral.

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