O ovo é versátil, nutritivo e pode aparecer no prato de diferentes formas. Mas será que existe um preparo melhor que os outros?
O ovo está presente no café da manhã, no almoço e até no jantar de muitas famílias brasileiras. Versátil, acessível e fonte de diversos nutrientes, ele pode ser preparado de várias maneiras. Mas será que a forma de cozinhar o ovo interfere na qualidade nutricional da refeição? Entre as versões cozida, frita e pochê, algumas diferenças merecem atenção.
Ovo cozido leva vantagem por não precisar de óleo
Para quem procura uma preparação simples e com pouca gordura adicionada, o ovo cozido é uma das melhores opções. Isso porque ele é preparado apenas em água, sem necessidade de óleo, manteiga ou outros ingredientes.
O ovo naturalmente já contém proteínas, gorduras, colina, biotina, vitamina A e outros nutrientes importantes. A gema também apresenta colesterol, mas isso não significa que o alimento precise ser retirado da alimentação.
Segundo informações da Escola de Saúde Pública T.H. Chan, de Harvard, os ovos também fornecem antioxidantes como luteína e zeaxantina. O impacto do colesterol presente nos alimentos sobre os níveis de colesterol no sangue, por sua vez, costuma ser menor do que o efeito provocado pelo conjunto de gorduras consumidas na alimentação.
Assim, o preparo e os acompanhamentos também fazem diferença. Um ovo cozido servido com vegetais, por exemplo, compõe uma refeição bastante diferente de um ovo preparado com grande quantidade de manteiga e acompanhado de alimentos ricos em gordura saturada.
E o ovo frito? Ele precisa ser evitado?
Não necessariamente. O ovo frito também pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas o método costuma envolver óleo, manteiga ou outra fonte de gordura. Quanto maior a quantidade utilizada, maior tende a ser o valor calórico da preparação.
Por isso, quem deseja reduzir a ingestão de gordura adicionada pode optar pelo ovo cozido ou controlar a quantidade utilizada na frigideira.
A diferença não está apenas no ovo, mas no conjunto do prato. O tipo de gordura escolhido, a quantidade e os acompanhamentos podem mudar bastante o perfil nutricional da refeição.
Ovo pochê é saudável, mas exige atenção ao cozimento
Assim como o cozido, o ovo pochê é preparado em água, sem necessidade de óleo. Por isso, também pode ser uma alternativa interessante para quem quer preservar a textura cremosa da gema sem acrescentar gordura.
Existe, porém, uma diferença importante: o ovo pochê costuma ser servido com a gema mole. Do ponto de vista da segurança alimentar, isso exige cuidado, já que a recomendação da FDA é cozinhar os ovos até que tanto a clara quanto a gema estejam firmes, reduzindo o risco de doenças transmitidas por alimentos.
Para pessoas mais vulneráveis a essas infecções, é especialmente importante evitar ovos crus ou malpassados e considerar o uso de ovos pasteurizados quando a receita exigir gema mole.
Afinal, qual preparo escolher?
Se a prioridade é evitar gordura adicionada e garantir que o ovo seja completamente cozido, o ovo cozido se destaca. Mas isso não significa que as versões frita e pochê sejam proibidas.
O mais importante é observar a quantidade de gordura utilizada, os acompanhamentos e o cozimento adequado. Dessa forma, qualquer uma das preparações pode fazer parte de uma alimentação variada e equilibrada.
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