Ora-pro-nóbis, cariru e monguba nascem quase sem esforço no quintal e podem render pratos nutritivos o ano inteiro
Muitas plantas que crescem em quintais, hortas e até em calçadas passam despercebidas, mas podem entrar no prato e ajudar a variar a alimentação com bons nutrientes. Essas espécies fazem parte das PANCs, as plantas alimentícias não convencionais, e algumas delas têm valor nutricional igual ou até maior do que o de alimentos mais comuns. Conheça três espécies que costumam aparecer sem aviso e descubra o que cada uma oferece para a saúde.
O que são as PANCs e por que elas crescem sem serem plantadas
As PANCs podem ter partes comestíveis bem variadas, como raiz, bulbo, talo, rizoma, tubérculo, folhas, brotos, flores, frutos e sementes, e aparecem em diferentes regiões do país. Boa parte delas é espontânea, ou seja, nasce e se reproduz sozinha, sem precisar de cultivo, o que explica por que costumam surgir em calçadas, terrenos vazios e até em hortas caseiras sem que ninguém as tenha plantado ali.
Três PANCs para conhecer
Entre as centenas de espécies encontradas pelo país, três costumam chamar atenção pelo valor nutricional e pela facilidade de encontrar.
Ora-pro-nóbis, rica em proteína vegetal
Essa trepadeira de folhas verde-escuras e espinhos é bastante usada na culinária brasileira. Suas folhas são ricas em proteínas, fibras e micronutrientes como ferro, além de vitaminas A, C e do complexo B, e podem ajudar tanto na saciedade quanto na digestão. A ora-pro-nóbis costuma aparecer em sucos, omeletes, pães e refogados.
Cariru, prima brasileira da beldroega
Também chamado de beldroega-graúda, o cariru tem folhas largas e pode chegar a 40 ou 60 centímetros de altura. Nativa do Brasil, essa planta lembra bastante a beldroega mais comum, tem sabor parecido com o do espinafre, com leve amargor, e concentra vitaminas A e C, além de minerais como ferro e cálcio.
Monguba, quando a árvore também alimenta
Conhecida também como castanheira-do-maranhão ou árvore-do-dinheiro, a monguba é uma árvore tropical cujas sementes ficam guardadas em grandes vagens. Essas sementes podem ser consumidas cruas ou torradas e são ricas em proteínas, carboidratos e fibras, além de vitaminas e minerais, o que faz da árvore uma fonte de alimento pouco lembrada fora das regiões onde é mais comum.
Cuidados antes de consumir
Não existe uma regra única para identificar uma PANC, e o reconhecimento depende de detalhes como formato das folhas, do caule e das flores, já que algumas plantas comestíveis podem se parecer bastante com espécies tóxicas. Certas PANCs também exigem preparo específico para ficarem seguras, como uma cocção mais longa. Por isso, a orientação é nunca comer na dúvida e buscar identificação com especialistas confiáveis, além de recorrer a livros e aplicativos que ajudam a reconhecer as espécies e suas partes comestíveis.
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