Ela vendia ovos para comprar tecido e fazer vestidos para dançar: hoje, aos 112 anos, Rosa Julia é a mulher mais velha de Cuba
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Por  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Conheça um pouco da história inspiradora de uma senhora que já é conhecida em sua cidade

Esse não é o único caso de uma pessoa centenária em Cuba (Créditos: Reprodução / LongeviQuest)

Existem muitos estudos que buscam entender as questões ligadas à longevidade, mas quando vemos relatos de pessoas que chegaram aos 100 anos ou até ultrapassaram essa marca é realmente impressionante. Aqui no Brasil existem alguns casos famosos, mas em Cuba a história de Rosa Julia Peña Hechavarría se destaca. 

Com 112 anos, ela é considerada a pessoa viva mais velha de que se tem notícia em Cuba e completou essa idade em 23 de outubro deste ano, comemorando ao lado da família na cidade de Las Tunas.

Conheça a história da vovó Rosa Julia Peña Hechavarría

Rosa Julia nasceu na região de Santa María, em Cuba, no dia 23 de outubro de 1914. Carinhosamente chamada de “Chica”, ela passou a infância na zona rural, ajudando os pais ao lado dos oito irmãos e convivendo com tios, tias e primos. Sua história ganhou destaque depois que o portal LongeviQuest, organização internacional especializada em documentar e validar casos de longevidade extrema, publicou um relato sobre ela. 

Durante a adolescência, Rosa Julia vendia ovos de galinha para um comerciante local. Com o dinheiro que recebia, comprava pedaços de tecido do próprio vendedor e os levava para a irmã mais velha costurar vestidos para ela. Também adquiria botões, agulhas e linhas para confeccionar as peças, que usava nos bailes da cidade. Foi justamente em uma dessas festas que conheceu Rubén Ricardo Cartaya, que se tornaria o grande amor de sua vida.

A história de Rosa Julia Peña Hechavarría é inspiração para muitos na cidade (Créditos: Reprodução / LongeviQuest)

Em 1933, Rosa Julia fugiu com o então namorado para se casar durante uma das festas da cidade. Rubén já tinha uma pequena casa na vila de Santa María, onde os dois começaram a construir a vida juntos. Dessa união nasceram dois filhos: Roberto, em 1943, e Griselda, em 1949.

O segredo de sua vitalidade

Mesmo depois de viver mais de um século e enfrentar diferentes momentos ao longo da vida, Rosa Julia demonstra manter uma postura positiva. Durante a comemoração de seu 111º aniversário, ela declarou: “Não estou triste com nada”, uma frase que expressa sua maneira de encarar a vida nessa fase da velhice.

Essa caso faz parte da história da longevidade em Cuba, país que já teve outros habitantes com idades impressionantes. Entre eles está Faustina Sarmiento Pupo, considerada a pessoa mais velha da história cubana, que morreu em 2019, aos 114 anos, além de Angelina Nazco Pulido que faleceu aos 111 anos de idade.

Histórias como essas despertam curiosidade sobre o envelhecimento e a longevidade, embora a idade avançada, por si só, não permita determinar quais fatores foram responsáveis por uma vida tão longa.

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