Cowgorithm: a IA fazendeira que comanda vacas pelo celular e economiza horas de trabalho no agro
Por  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Tecnologia desenvolvida por Neozelandês está transformando a pecuária

Entenda como funciona a tecnologia que promete revolucionar a rotina dos pecuários (Créditos: Shutterstock)

A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas pessoas, desde uma simples pesquisa na internet até uma assistente virtual, mas recentemente um Neozelandês resolveu usar essa tecnologia para desenvolver um dispositivo inovador. Craig Piggott criou uma coleira inteligente sem fio feita para auxiliar no manejo e treinamento de vacas no agronegócio. 

A ideia é facilitar a rotina de pecuarista com um dispositivo que, segundo a marca, “foi projetado para oferecer desempenho ano após ano, mantendo o bem-estar animal como prioridade”, usando essa tecnologia de forma nunca vista antes.

Cowgorithm: como funciona o sistema criado por Craig Piggott?

O chamado Cowgorithm ou “vacagorítimo” é o nome dado ao sistema de inteligência artificial desenvolvido pelo empreendedor Craig Piggott dentro da startup Halter. Ele combina algoritmos, sensores e dados para gerenciar o comportamento das vacas.

Esse sistema funciona através de uma coleira inteligente que é colocada no animal e coleta dados em tempo real, como localização, movimento e padrões de comportamento. A partir disso a coleira libera vibrações e sinais sonoros que servem para guiar as vacas em direção à novas seções de pasto ou áreas específicas como estábulos de ordenha. 

Esses sinais podem ser controlados pelos pecuários através de aplicativos no celular e, segundo a empresa, o dispositivo poderia ajudar a economizar entre 20 e 40 horas de trabalho por semana. O Cowgorithm também consegue orientar o rebanho, monitorar a saúde dos animais e até substituir cercas físicas por “cercas virtuais”, que podem ser usadas para mantê-las dentro dos limites definidos. 

Pigott que cresceu na fazendo de laticínios de seus pais conta que eles começavam o dia às 4 da manhã e trabalhavam mais de 100 horas por semana e por ter visto esse trabalho de perto, seu objetivo é “construir a categoria até um ponto em que o indivíduo simplesmente não sonharia em administrar uma fazenda ou rancho sem alguma forma de produto de cercamento virtual.”

Atualmente, suas coleiras são usadas em mais de mil fazendas de laticínios e corte na Nova Zelândia, Austrália e EUA, ajudando a gerenciar quase 650.000 vacas.

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