A maioria faz errado: aqui está por que você não deve ter apenas uma lixeira na sua cozinha, e o TudoGostoso revela o motivo
Por  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Com dois recipientes, a cozinha continua organizada e cada resíduo tem mais chances de receber uma destinação adequada

Além do benefício ambiental, ter mais de uma lixeira melhora a rotina da casa (Crédito: Freepik)

Ter apenas uma lixeira na cozinha parece uma escolha prática. O problema é que essa facilidade transforma restos de comida, embalagens recicláveis e rejeitos em uma mistura difícil de separar depois.

Quando uma garrafa, uma lata ou uma caixa de papelão entra em contato com alimentos úmidos, óleo e molhos, o material pode perder qualidade e até deixar de ser aproveitado pela coleta seletiva.

Por isso, organizar dois ou três recipientes na cozinha não é exagero: é uma maneira simples de reduzir sujeira, facilitar a reciclagem e controlar melhor o lixo produzido em casa.

Uma única lixeira mistura resíduos que deveriam ter destinos diferentes

A cozinha produz diferentes tipos de resíduos durante o dia. Há cascas de frutas, borra de café e restos de refeições, mas também embalagens plásticas, latas, potes de vidro, caixas de papelão, guardanapos usados e esponjas velhas.

O problema começa quando tudo isso é colocado no mesmo saco. Os líquidos liberados pelos alimentos molham papéis e papelões, enquanto gordura e molhos contaminam plásticos, metais e vidros. A separação posterior se torna mais trabalhosa, cara e, em alguns casos, inviável.

O Ministério do Meio Ambiente orienta que materiais recicláveis não sejam misturados com resíduos orgânicos, como sobras de alimentos e cascas de frutas e legumes. Papéis, plásticos, metais e vidros precisam ser mantidos separados do lixo úmido para terem mais chances de seguir para a reciclagem.

O mínimo recomendado é ter duas lixeiras

Não é necessário instalar vários coletores coloridos ou transformar a cozinha em uma central de triagem. Para a maioria das casas, duas lixeiras já permitem fazer a separação básica entre resíduos secos recicláveis e lixo úmido ou comum.

A organização pode ser feita assim:

  1. Lixeira para recicláveis secos: embalagens de plástico, latas, papéis, papelões, caixas longa vida e vidros aceitos pela coleta local
  2. Lixeira para resíduos orgânicos e rejeitos: sobras de alimentos, cascas, papéis engordurados, guardanapos usados, esponjas e outros materiais sem reciclagem comum
  3. Recipiente opcional para orgânicos: indicado para quem faz compostagem doméstica ou possui coleta específica para restos de alimentos

A separação em três recipientes é ainda melhor porque impede que resíduos compostáveis sejam misturados aos rejeitos. Entretanto, a forma correta de organizar o descarte depende do serviço disponível em cada município. Antes de escolher as lixeiras, vale verificar como funciona a coleta seletiva da sua cidade.

A lixeira dos recicláveis não precisa ficar ao lado da pia

Um erro comum é acreditar que todas as lixeiras precisam ocupar o mesmo espaço. Na prática, apenas o recipiente usado para resíduos úmidos precisa ficar próximo da bancada ou da área de preparo dos alimentos.

A lixeira dos recicláveis pode ser colocada na lavanderia, na despensa, na varanda de serviço ou em um armário ventilado. Como as embalagens devem estar vazias, limpas e secas, elas não costumam produzir cheiro forte nem exigir retirada diária.

Essa divisão também permite utilizar recipientes de tamanhos diferentes. A lixeira dos orgânicos pode ser menor, com tampa e retirada frequente. Já o coletor de recicláveis pode ser maior, pois garrafas, potes e caixas ocupam bastante espaço, embora sejam leves.

Nem tudo que parece reciclável pode ir para essa lixeira

A existência de duas lixeiras não resolve o problema se os materiais forem colocados no recipiente errado. Alguns objetos parecem recicláveis por serem feitos de papel, plástico ou vidro, mas não são aceitos na coleta seletiva doméstica comum.

Entre os itens que normalmente exigem atenção estão:

  • Papéis higiênicos, guardanapos usados e papéis engordurados
  • Fotografias, papéis plastificados e etiquetas adesivas
  • Espelhos, cerâmicas, porcelanas e vidros temperados
  • Esponjas de aço e esponjas sintéticas de cozinha
  • Pilhas, baterias, lâmpadas e aparelhos eletrônicos
  • Medicamentos vencidos e suas sobras
  • Óleo de cozinha usado

Pilhas, lâmpadas, eletrônicos, medicamentos e óleo precisam seguir para pontos específicos de coleta ou sistemas de logística reversa. O óleo usado, por exemplo, deve esfriar e ser armazenado em uma garrafa bem fechada, nunca despejado na pia ou colocado solto dentro da lixeira.

Separar o lixo também deixa a cozinha mais limpa

Além do benefício ambiental, ter mais de uma lixeira melhora a rotina da casa. Como apenas o recipiente de resíduos úmidos recebe restos de alimentos, fica mais fácil identificar quando o saco precisa ser retirado, lavar o cesto e evitar vazamentos.

Uma lixeira pequena com tampa para orgânicos reduz o tempo que cascas, carnes, molhos e alimentos estragados permanecem dentro da cozinha. Isso ajuda a controlar odores e diminui a atração de moscas, formigas e outros animais.

Enquanto isso, os recicláveis permanecem secos em outro recipiente e podem ser levados para a coleta apenas quando houver uma quantidade suficiente!

Pode descartar borra de café na pia da cozinha ou é melhor jogar no lixo? A resposta é surpreendente

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