Márcio Rodrigues de Oliveira vende morangos cravejados a R$ 15 nos semáforos de Itajaí. (Créditos: @ogarcomdosemaforo/ reprodução Instagram)
Um garçom de Santa Catarina encontrou nos semáforos de Itajaí uma maneira diferente de vender doces e chegou a comercializar 300 morangos cravejados em apenas um dia. Márcio Rodrigues de Oliveira vende cada unidade por R$ 15 e, na sexta-feira, 4 de setembro, faturou R$ 4,5 mil com as vendas realizadas entre 10h e 17h.
A estratégia chama atenção não apenas pelo volume de produtos vendidos, mas também pela forma como o atendimento é feito. Para aproveitar os poucos minutos em que os veículos ficam parados no sinal, Márcio permite que o cliente leve o doce e faça o pagamento por Pix posteriormente, de acordo com um adesivo que acompanha o doce, informando os dados para a transferência.
Primeiras 200 unidades acabaram antes das 13h
Márcio começou a vender por volta das 10h, em um semáforo próximo ao Colégio São José, em Itajaí. O local concentra boa parte das vendas justamente porque o fluxo de veículos é interrompido com frequência, criando uma oportunidade para o garçom apresentar os produtos aos motoristas.
A primeira remessa tinha 200 morangos cravejados, mas o estoque acabou por volta das 13h. Para não interromper o trabalho, um motoboy levou outras 100 unidades até o mesmo ponto.
A segunda leva continuou sendo vendida durante a tarde, até aproximadamente 17h. Ao final do dia, as 300 unidades haviam sido comercializadas. Considerando o preço de R$ 15 por doce, o faturamento informado pelo vendedor à imprensa chegou a R$ 4,5 mil.
Cliente pode pagar o morango depois
Uma das particularidades do negócio está no sistema de pagamento. Em vez de esperar que o motorista faça a transferência naquele momento, Márcio entrega o doce e orienta o comprador a realizar o Pix posteriormente.
A prática, segundo ele, é utilizada há cerca de cinco anos e foi pensada para agilizar o atendimento. Cada produto recebe um adesivo com as instruções para o pagamento, e o cliente pode fazer a transferência quando chegar em casa ou ao trabalho.
O vendedor reforça que o pagamento deve ser realizado apenas quando a pessoa estiver em segurança e com o veículo parado. Dessa maneira, a compra não precisa prolongar o tempo de parada no semáforo nem estimular qualquer interação financeira enquanto o carro está em movimento.
A estratégia é baseada na confiança entre vendedor e cliente. Márcio afirma que não fica acompanhando o extrato bancário a todo momento e prefere concentrar sua atenção no atendimento enquanto o sinal está fechado.
Vendas continuam em outros pontos de Santa Catarina
O resultado de sexta-feira fez parte de uma sequência de dias movimentados. No sábado, o vendedor comercializou outras 200 unidades no mesmo semáforo. Já no domingo, mudou de ponto e vendeu 150 doces em frente a uma churrascaria.
No feriado de 7 de setembro, Márcio levou os produtos para o mirante da Serra do Rio do Rastro, onde vendeu mais 150 unidades. Somando os quatro dias, foram 800 doces comercializados.
O vendedor também trabalha com outros produtos, como morango do amor e maçã do amor. A atividade ganhou ainda mais visibilidade durante a popularização do morango do amor em 2025, quando ele chegou a vender 500 unidades em cerca de uma hora e meia. Na ocasião, cada doce custava R$ 10, resultando em R$ 5 mil em vendas.
Márcio também compartilha a rotina nas redes sociais, acumulando mais de 60 mil seguidores. A lógica, segundo ele, é levar aos motoristas uma experiência semelhante à de um atendimento de restaurante, mas adaptada aos poucos minutos disponíveis no trânsito.
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