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Celebre o Dia da Sergipanidade com a receita de queijadinha da Dona Marieta, a dona da melhor queijada de São Cristóvão: "Herança da nossa bisavó"
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

A história da queijadinha da dona Marieta remonta aos tempos da escravidão

Celebre o Dia da Sergipanidade com a receita de queijadinha da Dona Marieta, a dona da melhor queijada de São Cristóvão: "Herança da nossa bisavó"

Veja como é o preparo da queijadinha da dona Marieta (Crédito: Reprodução/Simbora Vê Sergipe no YouTube/Shutterstock)

A queijadinha é um doce tradicional da culinária brasileira, conhecido por sua textura macia e sabor marcante que combina queijo e coco. 

Ela tem uma origem que remonta à influência da culinária portuguesa no Brasil, mais especificamente das queijadas portuguesas, doces típicos feitos à base de queijo, ovos, açúcar e farinha. 

Com a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil, essa receita foi adaptada com ingredientes locais, especialmente o coco, amplamente disponível no país.

A versão brasileira da queijadinha manteve o queijo como base, mas incorporou o coco ralado, o que deu ao doce um sabor tropical e mais cremoso. Essa fusão entre o queijo e o coco reflete a criatividade culinária brasileira e a integração dos ingredientes regionais às tradições europeias. 

Queijadinha e a história

Tradicionalmente, a queijadinha é feita com queijo ralado, coco, leite condensado, ovos e açúcar, sendo assada em forminhas individuais. O doce é muito popular em festas e padarias em todo o Brasil, sendo uma sobremesa fácil de preparar e muito apreciada por seu sabor doce e salgado ao mesmo tempo.

Uma de suas versões mais tradicionais e populares nós descobrimos no canal Simbora Vê Sergipe no YouTube. Lá conhecemos a Casa da Queijada em São Cristóvão, onde a Dona Marieta é uma das guardiãs dessa tradição da queijadinha. Ela compartilhou sua história e a de sua família, que remonta à época da escravidão, quando sua bisavó começou a fazer queijadas.

A história de dona Marieta

Dona Marieta conta que sua bisavó, uma neta de escrava, aprendeu a fazer queijadas em um navio que trazia farinha do reino. Ela foi escolhida para trabalhar na casa grande, onde o dono do engenho era português, e lá aprendeu a fazer queijadas.

Com o fim da escravidão, aqueles que sabiam fazer a iguaria continuaram a tradição. Dona Marieta lembrou que sua avó e sua mãe também faziam queijadas, e que ela mesma aprendeu a receita e a manteve viva. "Fiz queijadas para viver e sustentar meus irmãos e filhos”. Essa prática não apenas ajudou a sustentar sua família, mas também preservou uma parte importante da cultura sergipana.

O processo de fabricação da queijada

O processo de fabricação da queijada é repleto de detalhes e cuidados que garantem a qualidade do doce. Dona Marieta nos guiou através dos passos necessários para preparar essa iguaria deliciosa.

Ingredientes

  • Farinha de trigo
  • Coco ralado
  • Ovos
  • Açúcar
  • Manteiga

Modo de fazer

Segundo dona Marieta, o processo de preparar a queijadinha tradicional é o seguinte:

  • Primeiro, prepare a massa misturando a farinha, o coco, os ovos e o açúcar
  • Em seguida, adicione a manteiga e misture bem até obter uma consistência homogênea
  • Deixe a massa esfriar antes de formar as queijadas
  • Modele as queijadas em pequenas porções e coloque-as para assar em um forno preaquecido
  • Após assadas, deixe esfriar e sirva

Você pode ver o passo a passo completo no YouTube!

Dona Marieta enfatizou que a chave para uma boa queijada é não apressar o processo. "Não pode fazer de qualquer jeito, senão não dá certo", disse ela, revelando que o cuidado e a paciência são essenciais na preparação desse doce.

Importância cultural da queijada

A queijada não é apenas um doce, mas um símbolo de resistência e preservação cultural. Para Dona Marieta e sua família, fazer queijadas é uma forma de manter viva a memória de seus antepassados e a herança cultural que receberam. Ela expressou sua gratidão por poder continuar essa tradição e por ter a oportunidade de ensinar as próximas gerações a receita.

Além disso, a queijada representa a culinária sergipana e é uma atração para turistas que visitam a região. "Convido todos a virem a Sergipe e conhecerem nossa queijada", disse Dona Marieta, ressaltando a importância do turismo para a valorização dos produtos locais.

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