Entender as diferenças entre os tomates muda a forma de cozinhar
O tomate parece um ingrediente simples, mas seus diferentes tipos não entregam o mesmo resultado na cozinha. Em vídeo publicado no Instagram da Naturallis, a chef Maria Cândida é enfática: “Para de achar que tomate é tudo igual”.
Segundo ela, alguns funcionam melhor em saladas, outros brilham em entradas, outros são ideais para molhos encorpados e há ainda os que ficam perfeitos assados. A seguir, vamos entender as diferenças de cada um!
Tomate carne
O tomate carne, também conhecido como tomate longa vida, é redondo, levemente achatado e tem casca mais firme. Por ser mais resistente, aguenta melhor transporte e armazenamento, o que explica sua presença frequente em mercados. Na cozinha, funciona bem em saladas, sanduíches, vinagretes e preparos em que o tomate precisa manter estrutura depois de cortado. Não costuma ser o mais doce, mas entrega frescor e firmeza.
Tomate coquetel
O tomate coquetel costuma aparecer preso aos ramos e tem visual mais delicado, por isso combina muito com entradas e petiscos. A chef Maria Cândida explica que a coloração dos raminhos ajuda a indicar o frescor: se estiver verdinho, está bom para consumo; se estiver marrom, já não está tão interessante. Ele é adocicado, bonito para servir e pode ser assado com o próprio ramo, o que deixa a apresentação mais charmosa em tábuas, aperitivos e finger foods.
Tomate holandês
O tomate holandês também pode vir preso aos ramos, mas costuma ser maior que o coquetel. Ele é uma variedade versátil, boa para saladas, pratos frios e também para molhos mais leves. Não é necessariamente o tomate mais indicado quando a ideia é fazer um molho muito denso, mas, se estiver maduro, pode entregar sabor equilibrado e boa textura.
Tomate italiano
O tomate italiano é um dos melhores para molhos. Ele tem formato alongado, menos sementes e polpa mais carnuda, o que ajuda a evitar aquele molho aguado e sem corpo. Maria Cândida destaca no vídeo: “Ele tem menos sementes e é bem docinho”. É perfeito para molho de tomate caseiro, bolonhesa, lasanha, pizza, parmegiana e massas em geral.
Tomate cereja
O tomate cereja é pequeno, redondinho e adocicado, ótimo para comer cru. Ele funciona muito bem em saladas, bowls, espetinhos, tábuas frias, lanches e pratos em que a ideia é trazer frescor e cor. Também pode ser assado rapidamente com azeite, alho e ervas, ficando mais intenso e suculento. Como é pequeno, cozinha depressa e pode virar um molho rústico em poucos minutos.
Sweet grape
O sweet grape é frequentemente confundido com o tomate cereja, mas tem formato mais alongado, parecido com uma uva. É pequeno, docinho e muito agradável para comer cru, especialmente em saladas e lanches rápidos. Também fica excelente assado, porque concentra sabor sem precisar de muito tempo de forno.
O tomate certo deixa qualquer prato melhor
Entender as diferenças entre os tomates muda a forma de cozinhar. O italiana dá corpo ao molho, o longa vida segura bem a salada, o coquetel valoriza entradas, o holandês resolve preparos variados, o cereja traz frescor e o sweet grape entrega doçura natural. Agora que você já sabe as diferenças, escolha o melhor para a sua próxima receita!
Meu molho de tomate caseiro fica melhor que o pronto depois que eu aprendi a temperar do jeito certo!