Mais do que tentar esconder o cheiro com balas, sprays ou enxaguantes, o importante é descobrir o motivo do mau hálito.
Acordar com mau hálito é bastante comum e, na maioria das vezes, o cheiro desaparece depois de escovar os dentes. Também é normal ficar com um cheio desagradável na boca depois de consumir certos alimentos ou bebidas. Alho, cebola, café, ovo, peixes e bebidas alcoólicas são alguns dos exemplos.
O problema é quando o bafo continua ao longo do dia e não melhora mesmo com uma boa higiene bucal.
A halitose, nome dado ao mau hálito persistente, pode ter várias causas. Muitas delas estão relacionadas à própria boca, como cáries e problemas na gengiva. Mas algumas condições de saúde também podem mudar o cheiro do hálito.
Por isso, quando o problema é frequente, vale observar outros sintomas e procurar ajuda profissional. A seguir, veja seis condições que podem estar relacionadas ao mau hálito.
1. Gengivite, periodontite e outros problemas na boca
A boca é o primeiro lugar a ser investigado quando o mau hálito não passa. Restos de comida, placa bacteriana e bactérias acumuladas na língua podem deixar o hálito com um cheiro desagradável.
Cáries, gengivite e periodontite também podem causar o problema. Próteses dentárias mal ajustadas e restaurações com problemas também contribuem para o acúmulo de bactérias responsáveis pelo mau hálito.
2. Refluxo gastroesofágico
Nem todo mau hálito vem do estômago. Na verdade, as causas relacionadas à boca são mais comuns. Ainda assim, o refluxo gastroesofágico pode estar ligado ao problema em algumas pessoas. Ele acontece quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago, podendo causar azia, gosto ácido na boca e regurgitação.
Se o mau hálito aparece junto com esses sintomas, vale conversar com um profissional de saúde para investigar a causa.
3. Diabetes descompensada
O hálito também pode mudar quando a diabetes não está controlada. Quando falta insulina no organismo, o corpo passa a produzir mais corpos cetônicos. Como resultado, o hálito pode ficar com um cheiro adocicado, frutado ou parecido com acetona.
Esse sinal merece atenção, principalmente quando aparece junto com muita sede, vontade frequente de urinar, náuseas, vômitos, dor abdominal, fraqueza ou alterações na respiração.
Nessas situações, é importante procurar atendimento médico rapidamente.
4. Infecções respiratórias
Problemas no nariz, na garganta e até nos pulmões também podem influenciar o cheiro do hálito. Sinusite, amigdalite e outras infecções respiratórias podem favorecer o mau odor. Isso pode acontecer por causa do acúmulo de secreções e da presença de bactérias na região.
Se o mau hálito aparece junto com dor de garganta, nariz entupido, secreção ou febre, vale ficar atento aos outros sintomas.
5. Alterações nos rins ou no fígado
É menos comum, mas algumas doenças que afetam os rins ou o fígado também podem mudar o cheiro do hálito.
Quando os rins não funcionam corretamente, por exemplo, algumas substâncias podem se acumular no organismo. Em alguns casos, isso pode deixar o hálito com cheiro parecido com amônia.
Já problemas importantes no fígado também podem causar alterações no odor do hálito.
O cheiro, sozinho, não é suficiente para identificar nenhuma dessas doenças. Por isso, outros sintomas e exames são necessários para chegar a um diagnóstico.
6. Boca seca
A saliva ajuda a manter a boca limpa. Ela remove restos de alimentos e ajuda a controlar as bactérias presentes na região.
Quando há pouca saliva, essas bactérias podem se acumular com mais facilidade. O resultado pode ser mau hálito.
A boca seca pode acontecer por vários motivos. Beber pouca água, fumar, respirar pela boca e usar alguns medicamentos estão entre eles.
Se você acorda frequentemente com a boca muito seca ou percebe que o mau hálito piora durante o dia, vale observar esses fatores.
Mau hálito persistente merece atenção
Ter mau hálito de vez em quando não significa que existe uma doença por trás do problema. Alguns alimentos, o jejum prolongado, o consumo de álcool, o cigarro e determinados medicamentos também podem alterar o cheiro da boca.
A atenção deve aumentar quando o odor continua mesmo depois de escovar os dentes, limpar a língua, usar fio dental e manter uma boa hidratação.
Nesse caso, o dentista é o primeiro profissional indicado para investigar a causa. Se o problema não estiver relacionado à boca, outros especialistas podem ser procurados.