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Show de abertura na Flip Paraty está de volta com Adriana Calcanhoto; confira todas as apresentações musicais

Além do show, programação será composta por mais oito performances musicais

Adriana Calcanhoto é artista do Show de Abertura.

Uma grande novidade para quem vai curtir a Feira Internacional Literária de Paraty neste ano é a retomada do tradicional show de abertura. Nesta edição, a apresentação fica por conta da cantora Adriana Calcanhoto, que preparou um show inédito especialmente para a Flip. A cantora convida Cid Campos, seu parceiro musical de longa data, para uma apresentação que celebra Pagu e Augusto de Campos - homenageados desta edição.

O show acontece no dia 22 de novembro, às 21h, logo após o fim da primeira mesa do programa principal. Adriana Calcanhotto se apresentará no Auditório da Praça gratuitamente. Não é necessário ter ingressos. Além desse, a programação principal será composta por oito performances artísticas exclusivas para criar diálogo vivo a 21ª edição da festa. Veja mais detalhes abaixo!

Programação musical da Flip 2023

Na quinta-feira, 23 de novembro, às 13h15, a cantora e compositora Juliana Perdigão apresenta Folhuda, show composto por canções autorais, feitas a partir de textos de poetas brasileiros. No fim do dia, às 22h, o Auditório da Praça será palco de O céu em meu eco, da poeta-palindromista e compositora Marina Wisnik.

Dia 24/11, sexta-feira, às 13h15, acontece Aquenda – o amor às vezes é isso, de Luna Vitrolira, performance do livro homônimo, finalista do Prêmio Jabuti em 2019. Às 22h, a poeta e performer Natasha Felix convida o DJ Joss Dee para Apupú – Onde os Corpos Vibram, uma apresentação na qual o poema falado habita a pista e passa a fazer parte do set musical, trazendo versos que investigam a noção de fuga criativa e a vitalidade.

Às 13h15 do sábado, 25 de novembro, Cid Campos apresenta o show Poesia é Risco, composto por parcerias de Cid Campos com seu pai, o poeta Augusto de Campos. Às 20h30, A Guerra do Absurdo Não Tem Fim, de Débora Arruda, ocupa o auditório com seus poemas-rituais que jogam luz sobre a construção da identidade indígena. Logo em seguida, às 21h30, Nelson Maca apresenta Tamborismo: poesia & tambor, uma vívida investigação sobre o ritmo da língua e do corpo, acompanhada pelo couro dos tambores e pelos efeitos da percussão afro-diaspórica.

No domingo, 26 de novembro, o último dia da 21ª Flip, Iara Rennó apresenta, às 13h15, a performance Rio Sangue, em versão especialmente adaptada à Flip, baseada em textos de Pagu e alguns de seus contemporâneos.

O show de abertura e as performances acontecem gratuitamente no Auditório da Praça, sem a necessidade de apresentação de ingressos.

Artista em destaque

Augusto de Campos é o artista destaque da edição. Segundo a curadoria do evento, ele pode ser considerado o poeta vivo mais importante de seu tempo.

Nascido em São Paulo, em 1931, poeta, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e música. Em 1951, publicou o seu primeiro livro de poemas, O Rei Menos o Reino. Em 1952, com seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, lançou a revista literária "Noigandres", origem do Grupo Noigandres que iniciou o movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil. O segundo número da revista (1955) continha sua série de poemas em cores Poetamos, escritos em 1953, considerados os primeiros exemplos consistentes de poesia concreta no Brasil.

Autora homenageada

O fio condutor da Flip 2023 passa pela autora homenageada do ano, a escritora Pagu. Nascida em 9 de junho de 1910, em São João da Boa Vista (SP), Patricia Rehder Galvão foi jornalista, dramaturga, poeta, tradutora, cartunista e crítica cultural. Atuou nos movimentos modernista e feminista, além de ter se dedicado ao ativismo contra o fascismo. Pagu teve destacada atuação na imprensa, tendo participado de publicações como Brás Jornal, Revista da Antropofagia, O Homem do Povo (com a coluna A Mulher do Povo), A Plateia, A Vanguarda Socialista, France-Presse, Suplemento Literário do jornal Diário de São Paulo, Fanfulla e A Tribuna.

A pluralidade de gêneros incorporados no repertório artístico da autora faz dela uma aparição destacada na cena literária brasileira, ainda que tenha falecido, em 12 de dezembro de 1962, sem o reconhecimento e a legitimação que muitos de seus contemporâneos usufruíram.

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Flip 2023: confira programação completa, autores confirmados, preço dos ingressos e mais!

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