Por que a Noruega levou 580 kg de comida para a Copa? O chef da seleção rival do Brasil tem a resposta
Por  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Afinal, qual o segredo por trás do carregamento de alimentos que a seleção norueguesa transportou para o mundial de futebol?

Alimentação é focada em alta performance e bem-estar dos atletas profissionais. (Foto: Shutterstock)

A presença da Noruega na Copa deste ano está dando o que falar não apenas pelo desempenho em campo, mas também pelos bastidores da cozinha. Muitas histórias começaram a circular na internet sobre os motivos que levaram a comissão técnica a despachar centenas de quilos de comida direto para a sede da equipe em Greensboro, na Carolina do Norte. Quer entender o que realmente está por trás dessa estratégia gastronômica dos atletas de elite? Venha descobrir todos os detalhes dessa história curiosa.

O mistério dos 580 quilos de alimentos na bagagem

Muitos boatos espalhados pelas redes sociais afirmavam que a seleção norueguesa não confiava na qualidade da comida oferecida nos Estados Unidos. No entanto, a comissão técnica desmentiu categoricamente essa informação, deixando claro que a logística foi planejada exclusivamente para garantir o bem-estar e o rendimento do elenco.

O verdadeiro cardápio dos jogadores

Longe de qualquer desconfiança, a lista de produtos importados serve para garantir que os atletas mantenham os hábitos diários e não sofram com mudanças bruscas na alimentação durante a competição. O carregamento conta com ingredientes tradicionais do país europeu:

  • 300 quilos de salmão e truta noruegueses
  • 100 quilos de alabote
  • 80 quilos de queijo marrom norueguês
  • 100 quilos de queijo Jarlsberg

Toda essa estrutura conta com o apoio de três chefs profissionais que acompanham a delegação em tempo integral. De acordo com o chef principal da seleção, Aron Espeland, em declaração dada à agência Associated Press, a experiência em solo americano tem sido excelente. “Tivemos acesso a ingredientes locais de alta qualidade e nossa abordagem foi combiná-los com uma seleção de produtos noruegueses que ajudam a criar continuidade e uma sensação de lar para os jogadores durante o torneio”, explicou Espeland.

Ingredientes selecionados e culinária típica para manter o foco durante o torneio. (Foto: Shutterstock)

Rotina e alta performance no esporte

A prática de transportar ingredientes próprios e contar com profissionais de cozinha particulares é algo totalmente comum no futebol internacional de alto nível. O foco principal está em evitar qualquer tipo de variação que possa atrapalhar o desempenho físico dos jogadores.

A visão dos especialistas em nutrição

Mudar radicalmente a dieta no meio de um torneio tão importante pode trazer consequências negativas para o corpo. “O objetivo não é avaliar a qualidade dos alimentos locais; é eliminar a variabilidade desnecessária durante a competição”, afirmou Rafaela G. Feresin, professora associada de nutrição da Universidade Estadual da Geórgia, para o portal AP News.

Outras seleções tradicionais já adotaram a mesmíssima postura em edições passadas do torneio. Na Copa do Catar em 2022, as delegações da Argentina e do Uruguai transportaram milhares de quilos de carne para os seus respectivos centros de treinamento. Até mesmo a seleção dos Estados Unidos, quando jogou o mundial no Brasil em 2014, viajou acompanhada de estoques de aveia, cereais Cheerios, manteiga de amendoim e molho A1. Tudo isso serve para provar que manter o paladar familiarizado ajuda a manter o foco total na busca pelas vitórias.

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