Rico em água, fibras e antioxidantes, o chuchu rende ainda mais quando o cozimento é rápido e usa pouca água
Ele custa pouco, aparece em qualquer feira e costuma ser o legume mais subestimado da cozinha brasileira. O chuchu, no entanto, reúne água, fibras e antioxidantes com benefícios reais para o organismo, desde que o preparo não jogue essas vantagens no ralo. Continue lendo e descubra como cozinhá-lo do jeito certo.
O que o chuchu oferece ao corpo
Presença garantida na mesa do brasileiro, o chuchu está entre as dez hortaliças mais consumidas do país, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Além de leve, ele ajuda o intestino: 100 g do legume cozido fornecem cerca de 1,39 g de fibras.
A ação antioxidante também tem respaldo científico. Um estudo clínico publicado na revista Redox Report acompanhou 48 idosos com síndrome metabólica por seis meses. Com o consumo diário de 1,5 g de chuchu, os voluntários apresentaram queda em marcadores de estresse oxidativo e preservaram o comprimento dos telômeros, estruturas que protegem o material genético. O resultado não transforma o legume em remédio, mas reforça seu lugar no prato de todo dia.
Por que o cozimento pode roubar os nutrientes
O problema aparece quando o chuchu passa muito tempo mergulhado em água fervendo. A vitamina C e as vitaminas do complexo B, como o folato, dissolvem-se com facilidade e não resistem bem ao calor prolongado. Parte delas fica na água da panela, que costuma ir direto para a pia. As fibras permanecem no legume, mas as vitaminas pedem mais cuidado.
Como preparar o chuchu sem perder nutrientes
Três métodos preservam mais o valor nutritivo e mantêm o sabor delicado do legume.
No vapor
O cesto sobre uma panela com pouca água é o caminho mais seguro, porque o chuchu não encosta na água. Pedaços grandes reduzem o contato com o calor, e parar o cozimento assim que o legume ficar macio segura o restante das vitaminas. Quem prefere manter a casca pode fazer isso com chuchu novo e bem lavado. Já a baba branca que escorre no corte sai esfregando uma metade na outra, truque que também livra as mãos da sujeira.
Refogado rápido
Na panela tampada, em fogo baixo e com um fio de azeite, o chuchu cozinha no próprio líquido e dispensa água extra. O tempo curto conserva a textura firme, e o alho e a cebola dão mais sabor ao prato.
Cru na salada
Sem passar pelo fogo, as vitaminas sensíveis ao calor chegam inteiras ao prato. Em fatias finas ou palitos, o chuchu cru ganha crocância e combina com limão, azeite e ervas frescas. Como o sabor é neutro, o tempero faz toda a diferença.
Como escolher e variar o chuchu no cardápio
Na feira ou no mercado, o melhor é levar o chuchu firme, de casca lisa e brilhante. Quando aparece amarelado, enrugado e sem brilho, o legume está velho e não fica macio depois de cozido.
Para fugir da monotonia, dá para alternar as técnicas ao longo da semana e apostar em suflês, purês e saladas. Há receitas para todos os gostos, com frango, camarão ou só o legume mesmo. Nas sopas e caldos, as vitaminas que saem do chuchu ficam no líquido, então o prato aproveita tudo.
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