3 lugares que todo apaixonado por torresmo é viciado em ir no Rio: o segundo é escondido de turistas
Por  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

O segundo é escondido dos turistas e tem um torresmo gigante!

Torresmos são os queridinhos dos cariocas e merecem a visita. (Foto: Canva)

Quem leva torresmo a sério sabe: não basta ser crocante. Precisa ter carne suculenta, pururuca bem feita, gordura no ponto certo e, de preferência, história. No Rio de Janeiro, alguns endereços transformaram o petisco em atração principal, reunindo tradição, técnica e porções generosas. A seguir, três lugares que todo amante de torresmo acaba frequentando — seja em boteco clássico, gastrobar suburbano ou feira gastronômica.

Bar do Bode Cheiroso (Maracanã)

Poucos botecos cariocas têm tanta personalidade quanto o Bar do Bode Cheiroso. Localizado na Rua General Canabarro, a poucos passos do Maracanã, o bar construiu sua fama em torno de um torresmo robusto, servido de forma quase ritualística: sai de 30 em 30 minutos, sempre fresco e estalando.

Apelidado com humor carioca de “barra de cereal”, o torresmo da casa ganhou prêmios, virou referência e ajudou o bar a receber, em 2017, a placa de Patrimônio Cultural Carioca. O cardápio ainda traz clássicos como pernil com maionese, rabada com agrião e pratos fartos que reforçam o clima de botequim raiz.

Gastrobar da Família (Vila da Penha) — o escondido dos turistas

Longe dos roteiros gastronômicos mais óbvios e praticamente invisível para turistas, o Gastrobar da Família é um verdadeiro tesouro suburbano. Quem chega até lá vai com um objetivo claro: encarar o famoso “TorresMão”.

São mais de 1,2 kg de panceta, também conhecida como barriga de porco, marinada, assada e depois frita por imersão. O resultado é pele extremamente pururucada por fora e carne suculenta por dentro, em uma porção que pode ser dividida entre várias pessoas — ou encarada sozinho pelos mais ousados.

O ambiente simples, a comida sem firula e o clima de bairro ajudam a explicar por que o lugar virou ponto fixo entre os apaixonados por torresmo.

Torresmo do Rafão (Feira da Glória)

O Torresmo do Rafão virou sinônimo de espetáculo gastronômico. Presença constante em feiras como a Feira da Glória e a Feira da Amurada, a barraca chama atenção antes mesmo de ser visto: o som da pururuca estalando e o cheiro anunciam a experiência.

O torresmo de rolo é o carro-chefe, mas os combos também fazem sucesso, reunindo costelinha, queijo coalho, farofa e vinagrete. Tudo bem servido, bem temperado e preparado com técnica, o que explica por que tanta gente vira cliente fiel logo na primeira mordida.

Por que esses lugares viraram referência em torresmo no Rio

Apesar das propostas diferentes, os três endereços compartilham os mesmos pilares: respeito ao tempo de preparo, escolha correta da carne e domínio da técnica. No torresmo, não há atalhos e esses lugares provaram que quando tudo é feito do jeito certo, o resultado vira vício.

Veja mais

O melhor torresmo que eu já comi na vida é feito de um jeito completamente inusitado, mas muito fácil

Truques especiais para fazer torresmo na airfryer: vai ficar muito crocante e saboroso

Temas relacionados
Matérias relacionadas
Receitas relacionadas