Nem alecrim, nem hortelã: essa planta considerada medicinal cria uma barreira contra os mosquitos no seu quintal
Por  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Uma árvore de origem asiática vem sendo apontada como alternativa natural para reduzir a presença de insetos ao redor da casa

O cultivo de plantas repelentes é uma alternativa ao uso frequente de produtos químicos. (Foto: Shutterstock)

Quem sofre com pernilongo no fim da tarde já tentou de tudo: vela, espiral, tela na janela e vaso de citronela na varanda. As ervas aromáticas ajudam, mas existe uma espécie de porte maior que age de forma diferente e vem ganhando espaço em quintais e chácaras brasileiras. Antes de gastar com mais um produto para afastar os mosquitos, vale conhecer a planta em questão. Continue lendo e entenda como ela funciona.

O nim indiano é a espécie por trás do efeito

A árvore chamada de nim indiano, ou neem, tem nome científico Azadirachta indica e é originária da Índia e de outras regiões tropicais da Ásia. Por lá, o cultivo aparece há séculos tanto na medicina tradicional quanto na agricultura, sempre associado ao sabor amargo característico das folhas.

No Brasil, a espécie se adaptou bem ao clima quente e cresce com facilidade em terrenos abertos. O porte pode passar dos dez metros em condições favoráveis, o que faz da árvore uma opção para quintais amplos, e não para vasos pequenos de apartamento.

O que as folhas amargas fazem com os insetos

O efeito repelente vem de compostos naturais concentrados nas folhas, nas sementes e na casca. O mais estudado deles é a azadiractina, substância que interfere no ciclo de vida dos insetos, atrapalhando alimentação e reprodução.

A ação não é a de um veneno que mata pragas de imediato. O que acontece é a criação de um ambiente pouco convidativo, no qual mosquitos e outros insetos tendem a evitar a área. Por causa disso, o resultado costuma aparecer aos poucos, e não da noite para o dia.

Por que a árvore atrai atenção de quem tem pets

Um dos motivos da popularidade do nim indiano está na ausência de fumaça, spray e resíduo químico no ar. A árvore permanece plantada no terreno e vai liberando os próprios compostos, sem exigir aplicação diária.

Ainda assim, quem cultiva plantas dentro de casa ou no quintal precisa observar o comportamento dos animais. Cães e gatos que mastigam folhas com frequência merecem atenção, e o ideal é conversar com um veterinário antes de introduzir qualquer espécie nova no ambiente.

Espécies de porte maior podem ajudar a reduzir a presença de insetos no quintal. (Foto: Shutterstock)

O plantio não substitui os cuidados básicos

Nenhuma planta resolve sozinha um problema de infestação. A barreira formada pelo nim funciona como reforço, e não como substituta das medidas que já são conhecidas.

Eliminar água parada em pratinhos, calhas e baldes continua sendo o passo mais importante, já que é ali que o mosquito se reproduz. Telas nas janelas, limpeza frequente e o uso de outras espécies aromáticas completam a barreira contra insetos ao redor da casa.

Como cultivar o nim no quintal

A árvore pede sol pleno e solo bem drenado, condições comuns em boa parte do território brasileiro. As mudas se desenvolvem rápido e não exigem rega diária depois de estabelecidas.

Antes de plantar, vale checar a legislação do município, porque a espécie é considerada exótica e tem crescimento vigoroso, o que pode gerar restrições em algumas regiões. Deixar espaço suficiente entre a muda e construções, muros e tubulações também evita dor de cabeça no futuro.

Veja mais

Melhor do que um inseticida: planta cheirosa mantém os mosquitos beeeem longe

Adeus zumbido de mosquito: é só colocar folhas de louro nas portas e janelas desse jeito

Temas relacionados
Notícias relacionadas
Receitas relacionadas