Não erre mais no cultivo: a sua zamioculca vai explodir folhas com as dicas simples do cientista ecológico Murilo Soares
Por  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Quando for regar, a rega deve ser generosa, até a água escorrer pelos furos do vaso

“O maior inimigo da planta é o substrato encharcado", fala o especialista. (Crédito: Shutterstock)

A zamioculca é uma daquelas plantas que parecem feitas para quem quer uma casa mais verde sem viver em função do vaso. Ela é resistente, bonita, moderna e combina com sala, quarto, corredor, escritório e até aquele canto mais discreto do apartamento. Mas isso não significa que ela cresça bem de qualquer jeito.

Em vídeo publicado em seu canal, o cientista ecológico Murilo Soares explica que a espécie é fácil de cuidar, mas precisa de algumas condições básicas para se desenvolver. O primeiro alerta é simples: "a planta aguenta muito, mas não faz milagre se ficar esquecida em vaso ruim, substrato encharcado e ambiente sem luz natural".

Zamioculca gosta de luz, mas não de sol direto

Um dos erros mais comuns é achar que zamioculca é planta para qualquer canto escuro da casa. Ela realmente tolera baixa luminosidade melhor do que muitas espécies ornamentais, mas isso não quer dizer que deva ficar no breu. Para crescer, produzir folhas novas e manter aquele brilho bonito, ela precisa de claridade.

Murilo reforça que a planta usa a luz para fazer fotossíntese"Embora resistentes, as zamioculcas precisam de luz natural para realizar a fotossíntese. Quanto mais luz, sem sol direto, mais bonita ela ficará", fala o especialista.

O melhor lugar é perto de uma janela com cortina, em sala bem iluminada ou em um canto que receba claridade ao longo do dia. Se a planta estiver em um ambiente muito fechado, vale fazer rotação e levá-la de tempos em tempos para um ponto mais claro, sempre sem exposição direta ao sol forte.

O vaso certo faz diferença no crescimento

A zamioculca tem um sistema de raízes com estruturas mais grossas que armazenam água e energia. É uma das razões pelas quais ela aguenta períodos maiores sem rega. Mas esse mesmo sistema pode virar problema quando a planta fica muito tempo em vasos frágeis ou pequenos demais.

Segundo Murilo, vasos de plástico comum podem deformar ou até estourar com o crescimento das raízes. Por isso, quando a planta já está grande ou começa a apertar o recipiente, o ideal é fazer a troca para um vaso mais resistente.

Não precisa exagerar no tamanho. Um erro frequente é colocar a zamioculca em um vaso enorme achando que isso vai acelerar o crescimento. Na prática, vaso grande demais acumula mais umidade, e isso aumenta o risco de apodrecimento das raízes.

Na hora de escolher o recipiente, observe:

  • O vaso deve ser resistente e proporcional ao tamanho da planta
  • O ideal é aumentar no máximo para o dobro do tamanho anterior
  • Vasos altos precisam de peso no fundo para não tombar
  • A drenagem deve funcionar bem para a água não ficar parada
  • Cachepôs decorativos não podem manter água acumulada no fundo

Esse cuidado com o vaso parece detalhe, mas ajuda a planta a crescer com estabilidade e reduz o risco de excesso de água no substrato.

O maior erro é encharcar a zamioculca

Se existe um inimigo clássico da zamioculca, é o excesso de água. A planta não gosta de substrato permanentemente molhado. Como ela armazena umidade nos rizomas, consegue passar dias sem rega, mas sofre quando as raízes ficam abafadas em terra encharcada.

Murilo alerta que terra vegetal muito fina pode compactar com o tempo. Quando isso acontece, a água demora mais para escoar, o ar não circula bem entre as raízes e a planta começa a perder vigor. As folhas podem amarelar, os caules podem amolecer e o crescimento fica travado.

Por isso, o ideal é usar um substrato mais solto, com granulometria maior, daqueles mais "pedaçudos". Ele permite que a água passe melhor e que as raízes respirem. No fundo do vaso, especialmente nos modelos mais altos, Murilo recomenda uma camada de brita para dar peso e equilíbrio, seguida de manta de drenagem antes do substrato. 

Como regar sem errar

A zamioculca não precisa de rega todo dia. Em muitos casos, uma vez por semana ou a cada 10 dias já pode ser suficiente, mas não existe regra fixa. Tudo depende da luz, da ventilação, do tamanho do vaso e do tipo de substrato.

A dica prática de Murilo é usar um palito de churrasco para testar a umidade. Basta fincar o palito no substrato e retirar. Se sair úmido, ainda não é hora de regar. Se sair seco, pode molhar.

Quando for regar, a rega deve ser generosa, até a água escorrer pelos furos do vaso. O erro não está em molhar bem, mas em molhar de novo antes da hora. Depois da rega, descarte qualquer água acumulada no pratinho ou cachepô.

Acabamento e adubação também contam

Para finalizar o vaso, Murilo sugere materiais como casca de pinos, seixos ou argila expandida. Eles ajudam no acabamento visual e também protegem a superfície do substrato. O cuidado é evitar pedra branca, porque ela pode alterar o pH do solo e prejudicar a planta.

Na adubação, a recomendação do vídeo é usar um adubo balanceado, como um 10-10-10 com algas e turfa, a cada 30 dias. Esse reforço ajuda a manter a planta nutrida, principalmente quando ela está em fase de crescimento e produzindo novas folhas.

Os melhores lugares da casa para colocar a zamioculca, conhecida como a planta da fortuna!

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