María Luisa López, uma professora de 100 anos: "Embora eu beba principalmente água, o vinho me ajudou a chegar onde estou."
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Por  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Professora revelou detalhes de sua alimentação e estilo de vida

Veja o que está centenária contou sobre seus hábitos (Créditos: Reprodução/ ABC Sevilla) 

Chegar aos 100 anos de idade é um marco que desperta a curiosidade de muitas pessoas. Afinal, é natural querer conhecer os hábitos, a alimentação e o estilo de vida de quem alcança essa idade e, quem sabe, descobrir alguns segredos para viver mais e melhor.

É claro que a longevidade depende de uma combinação de fatores, incluindo genética, condições de vida e hábitos cotidianos. Para a professora espanhola María Luisa López, manter a mente organizada é importante para o bem-estar.

Ela também acredita que a combinação entre sua genética e o hábito de beber algumas taças de vinho ao longo da vida pode ter contribuído para chegar nesta idade.

Como é o estilo de vida de María Luisa López?

Em entrevista ao portal espanhol ABC Sevilla, a professora emérita de Filologia contou que não considera ter chegado aos 100 anos uma conquista pessoal. “O mérito reside nos genes que herdei e na liberdade de pensamento que meus pais me proporcionaram”, afirma.

María Luisa também procura manter a mente organizada, tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Ela gosta de conversar e aproveita as oportunidades para socializar, pois considera que “os relacionamentos sociais são muito importantes nesta idade”. Embora não se considere muito atlética, a professora também gosta de caminhar, uma atividade que ajuda a manter o corpo em movimento.

Quando o assunto é alimentação, María conta que sempre priorizou os alimentos naturais e deixou os ultraprocessados de lado. Ela diz que come de tudo, mas com moderação e em pequenas quantidades, incluindo fontes de proteínas vegetais e animais.

Ao falar sobre o vinho, a professora revelou que esse hábito também faz parte de sua rotina. “Como toda boa galega, sempre me permito uma taça de Albariño, que sempre me cai bem, embora hoje em dia eu beba mais água. Acho que esse vinho me ajudou a chegar onde estou hoje".

O consumo de vinho está associado à longevidade?

Entenda por que o consumo de vinho costuma estar associado à longevidade (Créditos: Magnific)

A relação entre o consumo de vinho e a longevidade é um tema que desperta bastante interesse, principalmente por causa dos antioxidantes presentes na bebida, como os polifenóis. Essas substâncias também são encontradas em uvas e outros alimentos de origem vegetal e estão associadas a efeitos benéficos para a saúde. 

No entanto, isso não significa que beber vinho ajude a viver mais. Embora alguns estudos observacionais tenham encontrado uma associação entre o consumo moderado de vinho e determinados indicadores de saúde cardiovascular, esses resultados não comprovam que a bebida seja responsável por esses benefícios.

Por isso, o vinho não deve ser recomendado como estratégia para viver mais. No caso de pessoas centenárias, como María Luisa, não é possível atribuir a longevidade a um único hábito, já que a genética, a alimentação, as relações sociais e outros fatores também podem influenciar o envelhecimento. De qualquer forma é interessante saber sobre os hábitos de uma pessoas que chegou a esta cidade, não é mesmo?!

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