Uma menina de 13 anos transformou cascas de amendoim em uma invenção surpreendente: um filtro desenvolvido para ajudar a reduzir pesticidas encontrados em frutas e vegetais
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Por  Amanda Lopes  | Redatora

Fascinada por MasterChef, culinária nordestina, pratos empanados, receitas rápidas e drinks diferentes, Amanda não abre mão de um bom cafezinho acompanhado de água com gás após o almoço, mesmo nos dias quentes.

Arika Kundu criou um sistema que usa o resíduo agrícola para tentar reduzir contaminantes em frutas e vegetais.

Menina de 13 anos encontrou nas cascas de amendoim a matéria-prima para uma invenção curiosa. (Créditos: reprodução)

Uma estudante de apenas 13 anos encontrou nas cascas de amendoim, um resíduo agrícola normalmente descartado, a matéria-prima para um projeto voltado à segurança dos alimentos. Arika Kundu, aluna do sétimo ano em Minnesota, nos Estados Unidos, desenvolveu o LIGNEX, método que utiliza esse material para tentar reduzir resíduos de pesticidas presentes em frutas e vegetais.

A iniciativa chamou atenção no meio científico escolar e colocou Arika entre as dez finalistas do 3M Young Scientist Challenge 2026, competição norte-americana voltada a estudantes do ensino fundamental que desenvolvem soluções para problemas do mundo real.

Como as cascas de amendoim podem ajudar a capturar contaminantes?

O projeto de Arika utiliza um processo chamado biossorção, no qual materiais de origem biológica conseguem atrair e reter determinadas substâncias. No caso do LIGNEX, a estudante transformou as cascas de amendoim em pó e fez um tratamento com ácido acético para aumentar a capacidade do material de capturar contaminantes.

A ideia é aproveitar uma matéria-prima de baixo custo e que já existe como resíduo da atividade agrícola. Segundo o perfil oficial da competição, o projeto combina resíduos agrícolas, ciência dos materiais e ferramentas relativamente simples em uma tentativa de tornar a redução de resíduos de pesticidas mais acessível.

Para avaliar o desempenho do sistema, Arika não utilizou pesticidas reais nos testes iniciais. Em vez disso, recorreu ao azul de metileno, uma substância usada como contaminante-modelo em laboratório. Ela também construiu um espectrômetro para medir os resultados obtidos.

Nos experimentos divulgados, o sistema apresentou 93,94% de remoção do contaminante-modelo. O resultado, porém, ainda não comprova a mesma eficiência contra pesticidas reais, etapa que faz parte do desenvolvimento futuro da proposta.

 

A invenção chegou à final de uma importante competição científica nos EUA. (Créditos: Canva)

Projeto pode ganhar novos testes com ajuda de cientistas

A classificação entre os finalistas do desafio permitirá que Arika trabalhe com um cientista da 3M para aperfeiçoar o LIGNEX. A proposta da competição é justamente oferecer aos estudantes mentoria especializada para desenvolver suas ideias antes da etapa final.

A jovem conta que decidiu participar para aprimorar sua invenção e transformá-la em algo que pudesse beneficiar mais pessoas. O projeto também dá um novo destino a um resíduo agrícola e busca aproximar uma solução desenvolvida em ambiente escolar de uma aplicação prática.

Os planos de Arika vão além da segurança alimentar. No futuro, ela pretende seguir carreira na astrobiologia e na biologia computacional e estudar maneiras de reduzir a exposição à radiação durante missões espaciais.

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