A casa foi formada pela união de duas construções dos séculos 18 e 19. (Créditos: Casa Vogue/ reprodução YouTube)
A relação de Regina Casé com Salvador nasceu muito antes de a atriz ter uma casa na cidade. Ainda criança, durante uma viagem de navio com os avós, ela avistou a costa baiana e ficou encantada com a paisagem. O vínculo com a capital baiana cresceu ao longo dos anos e, antes de ter um endereço próprio por lá, Regina costumava se hospedar na casa de amigos como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O desejo de ter um espaço na cidade finalmente se concretizou no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico. Para transformar o imóvel no refúgio que imaginava, a atriz contou com o arquiteto baiano David Bastos. A escolha pelo local também revela uma preferência pessoal: em vez de trocar Salvador por um destino de praia mais isolado, Regina queria estar perto das pessoas e da vida cotidiana da cidade.
Duas casas históricas deram origem ao imóvel
A residência atual surgiu da união de duas antigas casas, com construções que remontam aos séculos 18 e 19. Como se trata de uma área histórica, a intervenção precisou respeitar as normas de preservação, o que tornou a reforma um desafio arquitetônico.
As fachadas originais foram preservadas, assim como pilares internos e paredes de adobe que ajudaram a orientar a nova distribuição dos ambientes. Os telhados também mantiveram o desenho original, embora o madeiramento tenha precisado ser substituído e as telhas de barro tenham sido reproduzidas artesanalmente.
O resultado combina elementos antigos com soluções contemporâneas. A casa tem cinco níveis, além do sótão e de um novo pavimento no subsolo, onde ficam a cozinha e a sala de jantar. Entre os espaços estão suítes, salas, escritório e áreas de apoio. Também foram adicionadas a piscina, a sauna e um amplo terraço.
A vista muda completamente de acordo com o lado da casa
Um dos grandes diferenciais da propriedade está na localização. De um lado, as janelas e a fachada têm como cenário o Convento do Carmo, construído em 1586. Do outro, a vista se abre para a Baía de Todos-os-Santos, o porto de Salvador e o Elevador Lacerda.
O terraço panorâmico é justamente uma das principais intervenções contemporâneas feitas na antiga construção. O espaço cria uma área aberta e ampla em contraste com a estrutura mais compartimentada do casarão histórico e aproveita a paisagem da Baía.
Apesar da vista para o mar, Regina já contou à Casa Vogue que gosta especialmente de outra perspectiva. Sentada no sofá da sala e com as janelas abertas, a atriz prefere acompanhar o movimento da rua, ouvir as conversas dos moradores e observar o cotidiano do bairro.
Decoração transforma a casa em um álbum de memórias
Se David Bastos ficou responsável por boa parte das decisões arquitetônicas e pelo mobiliário principal, Regina participou diretamente da construção da identidade visual do imóvel. A atriz fez a curadoria de obras, objetos e peças adquiridas durante viagens ou recebidas de amigos.
O projeto do arquiteto destaca justamente essa parceria: cores intensas, obras de artistas conhecidos e produções populares convivem nos diferentes ambientes. Para Regina, os objetos espalhados pela casa têm um significado que vai muito além da decoração. Em entrevista à Casa Vogue, ela explicou que as obras e peças de suas casas funcionam como uma espécie de álbum de fotografias, porque carregam lembranças e fazem companhia.
Essa mistura de arte, objetos de viagens, elementos da cultura baiana e memórias pessoais também aparece em descrições mais recentes da residência. O Correio destacou o caráter colorido, afetivo e cultural do imóvel, enquanto o terraço aparece como um dos espaços de convivência da família e dos amigos.
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