Mansão mais cara do Brasil está com os dias contados: propriedade com vista para o Cristo Redentor custa mais de R$200 milhões, foi construída nos anos 80 e será substituída por condomínio de luxo no Leblon
Por  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Mansão de R$ 220 milhões no Leblon começou a ser demolida e dará lugar a dez casas de luxo, com bosque, trilhas e vista para o Cristo

Mansão construída na década de 70 é a mais cara do Brasil e será demolida em breve (Créditos: Canva)

Quem passa pelo Jardim Pernambuco, uma das áreas mais nobres do Leblon, no Rio de Janeiro, está vendo uma mudança e tanto acontecer. A mansão conhecida como a casa mais cara do Brasil, avaliada em R$ 220 milhões, começou a ser demolida para dar lugar a um condomínio de luxo com dez residências.

E não estamos falando de uma casa qualquer. O casarão ocupava um terreno de aproximadamente 11 mil metros quadrados e tinha cerca de 2.500 metros quadrados de área construída, distribuídos por três andares.

Como era a mansão mais cara do Brasil?

Construída em 1986 pela família Amaral, antiga dona da rede de supermercados Disco, a propriedade tinha seis suítes e impressionantes 18 banheiros. Também havia biblioteca, sauna, elevador, estúdio de música, salas de estar e jantar, espaços para reuniões.

A área externa não ficava atrás. A mansão tinha piscina semiolímpica e um heliponto homologado pela ANAC. Os jardins foram projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx e ainda havia árvores nativas da Mata Atlântica.

Outro detalhe curioso era o sistema europeu de aspiração de pó instalado nos rodapés. A propriedade contava diariamente com o trabalho de 43 funcionários e tinha até uma construção menor destinada à equipe.

Como será o novo condomínio de luxo no Leblon?

A Mozak comprou o imóvel em 2024, depois de uma negociação que teria durado seis anos. Apesar de a mansão ter sido anunciada por R$ 220 milhões, o valor pago pela construtora não foi divulgado.

O projeto, chamado Estância Pernambuco, inicialmente teria até oito casas, mas acabou crescendo para dez. Sete unidades já foram negociadas e três ainda estão disponíveis, com lotes a partir de R$ 23 milhões. O VGV estimado é de R$ 360 milhões.

As novas casas terão terrenos a partir de 900 metros quadrados e poderão ser personalizadas pelos compradores. O projeto arquitetônico é da Bernardes Arquitetura e o paisagismo será feito pelo escritório Daniel Nunes. A previsão é que tudo fique pronto no segundo semestre de 2028.

Propriedade no bairro mais caro do Rio terá mata nativa, trilhas e mirante

O novo condomínio terá 8 mil metros quadrados de mata nativa, além de bosque privativo, trilhas e um mirante. Também estão previstos quadras esportivas, playground, campinho de futebol, lago, chafariz, espaço de bem-estar e áreas de contemplação.

Os moradores ainda terão portaria 24 horas e serviços compartilhados de manutenção, administração, jardinagem, limpeza das piscinas e mensageria.

E antes de a antiga mansão desaparecer de vez, algumas partes dela ainda vão para leilão. Mais de 120 portas, 70 janelas, portões, grades, escadas, corrimãos, pisos, madeiras, telhas, louças e outros itens serão vendidos.

Até a casa de boneca do jardim, construída como uma miniatura da residência principal, entrou na lista. Outro pregão reúne mais de 1.700 lotes de móveis, obras de arte, objetos decorativos e itens pessoais encontrados na propriedade.

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