Usar a secagem elétrica só quando necessário é uma das formas mais simples de aliviar a conta de luz. (Foto: Shutterstock)
Juntar lavagem e secagem em um único aparelho trouxe muita praticidade para quem mora em apartamento ou não tem quintal. Por outro lado, a lava e seca pode pesar na conta de luz sem que o morador perceba de onde vem o aumento. Continue lendo e entenda quanto a máquina consome e como economizar.
Por que a lava e seca gasta mais energia
O equipamento faz todo o trabalho sozinho, da lavagem até a roupa sair seca, e é justamente essa conveniência que eleva o consumo. As duas etapas acontecem em sequência, o que deixa o aparelho ligado por mais tempo, e alguns programas levam várias horas para terminar.
Além disso, para secar as peças, a máquina precisa aquecer o ar, algo que uma lavadora comum não faz. Muitos modelos também esquentam a água durante a lavagem para melhorar a higienização, o que exige ainda mais eletricidade.
Quanto a máquina pode custar por mês
Estima-se que um ciclo completo de lavar e secar, em aparelhos de 8 kg a 12 kg, consome entre 1 kWh e 5 kWh, conforme o modelo e o tipo de secagem.
Com três usos por semana, o que dá cerca de 12 ciclos no mês, o consumo fica entre 12 kWh e 60 kWh. Considerando uma tarifa próxima de R$ 1 por kWh, isso representa algo entre R$ 12 e R$ 60 a mais na fatura. Famílias grandes ou quem usa a secagem em todas as lavagens tende a pagar ainda mais.
Para efeito de comparação, uma lavadora tradicional gasta de 0,2 kWh a 0,5 kWh por ciclo. Com a secagem quente ligada, a lava e seca pode consumir até dez vezes mais que uma máquina comum.
A secagem é a grande vilã da conta
Muita gente culpa o motor ou os circuitos eletrônicos, mas o maior gasto está na secagem elétrica. Para aquecer o ar, o aparelho usa resistências que podem chegar a cerca de 2.000 W de potência.
Como o consumo muda conforme o ciclo
Usar apenas a função de lavar mantém o gasto baixo, parecido com o de uma lavadora comum, na faixa de até 0,5 kWh. Lavar e secar com circulação de ar resulta em consumo moderado, enquanto a secagem com aquecimento é a opção mais cara e pode passar de 4 kWh em ciclos longos.
Em dias de chuva ou com roupas pesadas, a máquina costuma trabalhar por mais tempo, o que encarece ainda mais o ciclo. Por isso, recorrer à secagem só quando ela for realmente necessária já faz diferença no fim do mês.
Como economizar sem abrir mão da praticidade
Alguns hábitos ajudam a reduzir o tempo de funcionamento e ainda prolongam a vida útil do aparelho. O primeiro é esperar juntar uma carga completa, evitando ciclos com poucas peças. Programas curtos ou econômicos também são bons aliados.
Outra estratégia é usar o modo que só lava e terminar a secagem no varal. Vale ainda manter filtros e componentes em dia com a limpeza da máquina, não misturar roupas muito pesadas com peças leves e consultar o manual para descobrir os modos de economia.
Na hora de comprar, olhe a etiqueta
Quem pensa em trocar de aparelho deve dar preferência a modelos com selo Procel A, com bomba de calor ou com funções inteligentes que ajustam o ciclo. A etiqueta do Inmetro é a melhor referência, já que nenhuma marca é a mais econômica em todas as situações. O caminho é comparar modelos e escolher aquele que une eficiência e recursos adequados à rotina da casa.
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