Nem sempre um ruído diferente é sinal de defeito no exaustor (Créditos: Shutterstock)
Dias desses, liguei o exaustor da cozinha e logo percebi que alguma coisa estava diferente. Em vez daquele ruído habitual, o aparelho começou a vibrar e fazer um som muito mais alto, daqueles que imediatamente fazem pensar em defeito. Antes de chamar a assistência técnica ou começar a pesquisar um modelo novo, resolvi investigar o que estava acontecendo e uma simples verificação, que levou poucos minutos, acabou mudando completamente a situação.
O primeiro ponto que conferi foi a quantidade de sujeira acumulada. Como o exaustor tem o papel de sugar vapores, fumaça e partículas de gordura, todos esses resíduos acabam impregnando na parte interna. Com o tempo, isso também pode se acumular no filtro e nas partes próximas à hélice. E isso pode fazer diferença no seu funcionamento.
Sujeira pode deixar o exaustor mais barulhento
Quando a gordura se acumula em excesso nas pás da hélice do exaustor, ela acrescenta peso e pode deixar o conjunto desbalanceado. Na prática, a hélice deixa de girar de maneira eficiente e as vibrações ficam mais perceptíveis. O resultado é um barulho fora do normal.
Além disso, um filtro muito sujo dificulta a passagem do ar. Com a circulação prejudicada, o sistema do exaustor precisa trabalhar em condições menos favoráveis, o que pode aumentar o ruído e, com o passar do tempo, contribuir para o desgaste do equipamento.
Foi por isso que, antes de considerar qualquer troca, resolvi olhar justamente para os pontos que normalmente ficam esquecidos na limpeza da cozinha.
O que conferir antes de pensar em trocar o exaustor
O primeiro passo é desligar o exaustor da tomada antes de mexer nele. Só depois disso vale retirar o filtro e a grade de proteção, seguindo o sistema de encaixe do próprio aparelho. Com as peças removidas, é importante observar se existe uma camada grossa de gordura, sujeira acumulada ou algum objeto preso próximo à hélice.
Também vale dar uma olhada na estrutura. Parafusos frouxos, grades mal encaixadas e pequenas folgas na carcaça podem parecer problemas no motor quando, na verdade, são apenas peças vibrando durante o funcionamento. Foi uma dessas verificações que me fez perceber que o barulho anormal não significava necessariamente que o exaustor estava condenado.
Uma boa limpeza pode fazer diferença no barulho
O filtro de gordura do exaustor merece atenção especial porque é justamente ele que concentra boa parte da sujeira produzida durante o preparo dos alimentos. Quando fica saturado, o fluxo de ar pode ser prejudicado.
Em geral, a limpeza deve seguir as orientações do fabricante, mas, para filtros laváveis, normalmente é possível usar água morna e detergente neutro para soltar a gordura. Em casos de sujeira mais pesada, deixar a peça de molho por alguns minutos pode facilitar bastante o trabalho. Depois, é importante deixar tudo completamente seco antes de colocar de volta no aparelho.
A hélice e as partes internas também devem ser limpas com cuidado, sem jogar água diretamente sobre o motor ou componentes elétricos. E nada de tentar acelerar o processo ligando o equipamento enquanto ainda estiver úmido.
E se o problema estiver no duto?
Outro detalhe que eu quase não tinha considerado era o caminho por onde o ar sai. Em modelos com duto de ventilação, uma mangueira sanfonada muito dobrada, amassada ou parcialmente obstruída pode atrapalhar a saída do ar.
Na prática, isso pode mudar o som produzido pelo equipamento e deixar a aspiração mais ruidosa. Portanto, também vale conferir se o duto está livre, sem dobras exageradas e sem estar prensado atrás de armários ou outros móveis.
A saída externa também merece uma olhada, principalmente se houver sinais de sujeira ou algum bloqueio. Quanto mais livre estiver o caminho do ar, melhor tende a ser o funcionamento do sistema.
Quando o barulho é sinal de um problema maior
Depois de conferir a limpeza, o filtro, a hélice, a estrutura e o duto, é possível ter uma ideia melhor da situação real do exaustor. Se o aparelho continuar fazendo barulhos metálicos, estalos, rangidos ou vibrações muito fortes, mesmo depois dessas verificações, pode haver um problema em componentes internos, no motor ou em outras peças mecânicas.
Nesse caso, o melhor é não tentar desmontar o motor por conta própria. Uma assistência técnica pode identificar a origem do defeito e dizer se vale a pena fazer o reparo. No meu caso, a lição foi simples: antes de decretar que um eletrodoméstico está quebrado, vale investigar. Muitas vezes, uma simples limpeza ou pequeno ajuste pode evitar uma compra desnecessária.